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13/03/2009
A vida era uma bocha

Em tempos idos parecia que as pessoas tinham um carisma, um “que” de
importância diferente destes dias quando as pessoas não mais se
destacam como antes se destacavam. O progresso trazendo o conforto dos
entretenimentos eletrônicos caseiros, principalmente os audiovisuais,
isso, fez com que as pessoas mais fiquem em suas casas. Antigamente, a
presença humana era mais frequente em lazeres, distrações,
principalmente em clubes sociais destinados a isso.
Em lugar considerado pequeno como era e Caieiras ainda é, naqueles tempos da
ausência das agitações existenciais de hoje, o jogo de bocha no clube
era uma das práticas noturnas semanais, como, diurnas também aos fins
de semana. Havia dois campos de bocha um ao lado do outro. Um, muito
cuidado, era especial para os melhores desse esporte. O chão por onde
deslizavam as bolas de madeira era bem aplainado e constantemente
“alisado” para impedir que protuberâncias e buracos do piso
atrapalhassem o trajeto das bochas.
Parecia que aqueles homensdevotavam mais carinho pelo campo de bocha do que por suas esposas(risos). Os “bambas” xingavam quando alguém desprevenido andasse e
deixasse marcas de sapatos no campo de bocha considerado só deles. O
outro campo ao lado não era tratado com o mesmo zelo, pois, era tido
como sendo para principiantes ou para os apenas jogadores ocasionais,
sem nenhum compromisso com a destreza que o jogo exigia. A memória
guardou muitos momentos marcantes desse jogo e de seus participantes.
A maioria deles já morreu, entretanto, suas queridas imagens são
inesquecíveis para seus descendentes, parentes e amigos que continuam
vivendo por aqui.

Aqui estão seus nomes ou nomes de como eram conhecidos: João Nicola,
João Nani, José Julian, Zé Chofer, Clovis Rigolino, Joaquim Sanchez,
Antonio Polatto, Antonio Nani, Roberto Mandri, Arnaldo Gouveia, Zé
Birilo, Iéca Lopes, Armando de Grande, Benedito Soares (Gaiola), Nine
Caldo, Artur Gil, Augusto Casarotto, Zelão, Nestor Lisa, José Polatto
e outros que serão lembrados por outros ao lerem esta lembrança do
passado.


Altino Olympio