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11/01/06
Divagações

Lembranças... Elas são apegos e nos trazem saudades elas sendo apegos também. Muitos vivem de esperanças e elas são ausências.

Recordações... Dependendo de quais sejam, elas nos trazem tristezas.

No silêncio da madrugada, músicas românticas provocam recordação de alguém que pode estar distante ou partiu para sempre deixando quem ficou vazio pela ausência.

Em momentos assim a memória brinca de pega-pega com a gente e pelo passado ela nos pega nos levando a ficar olhando como éramos quando éramos indecisões e indefinições e ficamos nos vendo vivendo sem imaginar como iríamos ser desconhecendo o que viríamos a ser neste agora que sabemos como somos e se soubéssemos talvez não gostássemos do que já sabendo iríamos ser ou de antemão sentiríamos segurança pelo já saber como iriam ser nosso viver de hoje decisivo que agora é definido mas antes foi impossível ter sabido e assim continuamos a nos enxergar como temos sido e até rimos de nós mesmos de quando vivíamos sem se estar convicto se seríamos bem sucedidos parecendo estarmos perdidos nas incertezas de um existir ignorado sem saber se nosso destino já era ou não era preparado e nos revendo como éramos rimos também dos nossos sonhos desejados que não foram realizados e de outros que foram realizados mas tornaram-se indesejados e continuando a assistir nós nos vemos nada sabendo se do que querendo  iríamos conseguir e hoje sabemos que muito do que quisemos até nos esquecemos e nós não nos esquecemos pois ainda estamos nos vendo quando vivíamos não vendo como seríamos assim como somos agora sabendo do como éramos naquele viver sem saber do que agora somos quando cada um se vendo no passado se vê em dois divididos com um aqui vendo o outro do passado e um terceiro esperando-nos no futuro e o nome dele é interrogação como também o que somos agora teve o nome de interrogação para as indecisões e indefinições que fomos conforme hoje nós nos vimos existindo lá no passado e como não vi nenhum de vocês bem que poderiam me contar como vocês eram para eu saber os quantos mudaram e gostaram ou se arrependeram pelo que se tornaram.


Altino Olímpio