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08/03/2006
Contra a correnteza

Nós desta página ou coluna “Reflexões e Devaneios” deste Jornal “A SEMANA”, estamos afastados dos assuntos mais discutidos deste nosso cotidiano.Sabemos, nossos assuntos não são do agrado da maioria. Sabemos de uma minoria que os aprecia e é mais para ela que continuamos a escrevê-los. Também, sobre nossos temas, com certeza existem nesta região pessoas mais qualificadas para descrevê-los e este jornal está à disposição de quem assim o desejar. Não sabemos porque poucas pessoas aventuram-se a escrever. Falta de tempo, medo de se expor, medo de críticas, medo de criar polêmica, receio de demonstrar um idioma português pobre, só escrever se for pago para isso, e etc. Vários são os motivos, mas, ninguém pode criticar quem não tem interesse de escrever. Se todos escrevessem, todos teriam interesse e tempo para lerem o que outros escrevem? Mesmo quem gosta de escrever, sabe que é mais confortável ler do que escrever. Para escrever é preciso pensar e é muito mais demorado do que ler, quando lendo já se vai pensando, entendendo, concordando ou discordando. Não ler o que não interessa ou interromper qualquer leitura é uma prerrogativa de todos os leitores.
Alguns leitores se irritam ao sentirem violados seus princípios ou conceitos contrariados num escrito, encarado ele como um desafio para eles e por isso se ofendem. Porém, conceitos diferentes ou antagônicos, são úteis para confrontá-los com os que se possui para mantê-los mais firmes ou modificá-los se na comparação os outros conceitos são mais sustentáveis.

É comum um leitor se defrontar com um assunto desconhecido. Tal assunto por ser-lhe incompreensível pode provocar uma reação negativa contra o autor do mesmo. Sua reação pode ser o esboçar de sua opinião considerando um disparate o que leu e não entendeu. Temas incompreensíveis na proporção que vão sendo assimiláveis provocam o expandir da consciência para facilitá-la compreender melhor temas outros até então incompreendidos.
E assim, nós desta coluna do jornal “Reflexões e Devaneios” indo contra a correnteza de tudo o que é corriqueiro, inserimos assuntos provocadores de pensamentos para quem gosta deles.

Misto de místico e filósofo, um autor já falecido escreveu isto: “Um dos obstáculos que se opõe àqueles que procuram libertar-se vem de que a existência da humanidade, neste planeta, tem um propósito definido, e esse propósito não seria atendido se mais de uma certa percentagem de pessoas atingisse níveis de existência extraordinários. De fato, o fluxo de substâncias que vem dos níveis mais elevados para o nível mais inferior, seria gravemente rompido se o nível geral da consciência da humanidade tivesse que mudar”.
Isto é um enigma para aqueles só conformados com seus fatos conhecidos sem se esforçarem para avantajarem suas consciências refletindo e decifrando fatos ainda desconhecidos. Entretanto, mesmo se for discordante, não é um enigma para aqueles mais habituais a pensar sobre o tão marcante desnível mental da população.


Altino Olímpio