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14/02/2012
Glicemia também afeta articulações.

Alguns casos de diabetes podem vir acompanhados de outras doenças auto-imunes. São doenças crônicas e, entre elas, algumas estão relacionadas às articulações, como é o caso da artrite reumatóide, doença caracterizada por um processo inflamatório nas juntas. A informação é da endocrinologista Hermelinda Cordeiro Pedrosa, do Projeto Salvando o Pé Diabético, de Brasília.

Segundo ela, além das articulações, os problemas podem atingir também os tendões e ligamentos, o que está relacionado à neuropatia periférica, quando há lesões nos nervos, principalmente dos membros inferiores. A endocrinologista explica que doenças das articulações em diabéticos são principalmente causadas pela glicemia descontrolada, o que acaba provocando o depósito de produtos originados da glicose alta nas articulações, tendões e até mesmo na pele.

Como resultado, pode ocorrer o que se chama de contratura de Dupuytren e que nada mais é do que o espessamento e encurtamento do tendão no quarto dedo da mão, causando deformidade. A alteração na pele pode ser sentida por seu espessamento e diminuição da mobilidade. “O paciente fica impossibilitado de fazer o sinal da prece, a junção das mãos como se estivesse rezando”, ensina a médica.

O espessamento da pele e o encurtamento dos tendões também acontecem nos pés. Num quadro grave, o diabético pode apresentar comprometimento das articulações, dos ossos e do fluxo sanguíneo. Como a neuropatia periférica compromete a sensibilidade, o paciente com problemas articulares nos membros inferiores e com deformidades decorrentes dessa situação acaba tendo maior chance de desenvolver úlceras nos pés, que podem evoluir para uma infecção e, até mesmo, para uma amputação.

Hermelinda enfatiza a necessidade de que o diabético, diante do surgimento de limitação na mobilidade, seja avaliado pelo médico em relação a seus pés e mãos, para eventual tratamento. Nesses casos, além de passar a controlar melhor seus níveis de glicose no sangue, o diabético pode ter de recorrer ao auxílio de um fisioterapeuta e a medicamentos. Para este último caso, a especialista ressalta que não é aconselhável para o diabético fazer uso de antiinflamatórios não esteróides, que podem piorar sua função renal. Isso significa que se estiver se tratando com especialistas de áreas como ortopedia, reumatologia e outras, o paciente deve ressaltar sua condição de portador de diabetes e conversar também com seu endocrinologista sobre as medicações que lhe forem recomendadas, para que seu tratamento seja o mais adequado e eficiente possível.


 


Diabetes.