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13/02/2017
Meu filho

Hoje, venho contar uma história que faz parte de minha vida pessoal.

Uma homenagem que recebi, juntamente com meu marido, de meu filho-neto, uma japonesinho que criamos pelas circunstancias da vida.

Ele nasceu um japonês perfeito, mesmo porque, seu pai biológico era japonês.

Foi amor, paixão, querência demasiada.

Nós o criamos como nosso filho e não como neto. Ele me chama de mãe e meu marido é o pai que ele ama.

Foi um privilégio termos sido escolhidos por Deus, pela vida, para cuidarmos dele.

Ele foi e sempre será nossa razão de lutar, de viver.

Mas, como para todos os pais, um dia chega a hora da partida, a hora que eles alçam voos, vão para longe de você, mas nunca estarão distantes de nossos corações.

Foi nesse momento de partida que ele, inspirado, nos fez esse poema que agora mostro á vocês.

“Se Eu For...

Eu vou com o coração partido,

Eu vou muito grato por tudo o que eu tenha vivido,

Vocês sempre esperaram o melhor de mim,

Espero que vocês desculpem a minha revolta, que agora pus um fim,

Sei que não foi fácil,

Amar uma pessoa que vacilou demais,

Mas quero que saibam que hoje, essa mesma pessoa, ama e valoriza seus pais,

Obrigada por se preocupar,

Por tudo o que é bom me ensinar,

Educação, bons modos e obrigado por me mostrar,

Que dinheiro nenhum, vale do seu filho, um olhar,

Eu não tenho palavras suficientes para descrever,

Queria ter estudado mais o dicionário,

Ter visto menos TV.

Se eu for,

Vou com brilho na alma,

Com foco no amor e com a cabeça calma,

Me dói muito ter que partir,

Outra vez arrumar minhas malas e ver vocês, com os olhos banhados de lágrimas, sorrir,

Independente do que aconteça,

Seja o que for,

Não se esqueça,

No meu coração, pra vocês, só tem amor!

Sejam felizes, seu filhinho cresceu,

Agora vai provar que é filho seu!

Eu disse que vou com o coração partido,

Talvez me expressei mal,

É com ele todo molenga derretido!

A vocês,

Meu poema,

Do seu filho japonês!”

Coloquei para vocês, da maneira como ele escreveu....

Na simplicidade de seu português, esse menino, meu japonês...

Me comoveu.

Selma esteticista