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14/01/2011
Sabesp reduziu vazão das comportas

Foto: Célio Campos/Futura Press
Prédios públicos de Franco da Rocha, como a prefeitura, a Câmara de Vereadores e a Delegacia de Polícia, ficaram tomados pela água

A vazão da represa Paiva Castro, pertencente ao sistema Cantareira, em Franco da Rocha, São Paulo, foi reduzida para 10 m³/s às 9h de quinta-feira, de acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A vazão havia chegado a 80 m³ nos últimos dias. Na terça-feira, a prefeitura de Franco da Rocha informou que as chuvas haviam elevado o nível das represas do sistema Cantareira e que havia necessidade de dar vazão gradual à água, para manter a segurança da população.

Por isso, a represa continua retendo maior volume de água do que liberando, 52 m³/s. Na terça-feira, a Defesa Civil Estadual informou que as comportas da represa Paiva Castro foram abertas de forma controlada, para evitar que transbordasse, causando mais danos à cidade. Diante da alegação de que a medida teria contribuído para o alagamento do município, o coordenador da Defesa Civil municipal, Donizeti Bernardo, disse que este é um procedimento padrão, que é feito com monitoramento e que toda a população foi informada.

A represa Jaguari / Jacareí, também pertencente ao sistema Cantareira, segue com vazão de 40 m³/s e está retendo volume bem superior, de 111 m³/s. Os rios Juqueri e Jaguari continuam sendo monitorados pela empresa, que negou na quarta-feira que as enchentes em Atibaia e Franco da Rocha, na Grande São Paulo, tenham sido provocadas pela abertura das comportas das represas Cachoeira e Atibainha (Atibaia) e Paiva Castro (Franco da Rocha).

De acordo com o presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, se não fosse o sistema de represas, o estrago nessas cidades poderia ser ainda maior. "A abertura das comportas não contribuiu com absolutamente nada nessas enchentes. Não foi pior porque existe o sistema de represas", disse Oliveira. Segundo ele, na segunda-feira, quando a cidade de São Paulo foi atingida por uma grande enchente, a mesma quantidade de chuva (145mm) atingiu Franco da Rocha.

De acordo com Paulo Masato, diretor da região metropolitana da Sabesp, a abertura das comportas não causou as enchentes, mas a partir do momento que começa a se liberar água, esse volume impede que o rio volte ao seu leito normal de maneira mais rápida.

N.R. Ainda bem que a abertura das comportas" não contribuiu em nada nessas enchentes" já pensaram se contribuisse, os franco rochenses teriam que ir buscar a Cidade rio abaixo, depois da Melhoramentos. Tem dó presidente Gesner, qualquer mentecapto sabe que as reprêsas servem para controlar o fluxo da àgua armazenada até a sua capacidade máxima, depois disso vem a "tromba" e é melhor subir o morro, se ele não descer. O mínimo que a sua companhia pode fazer é manter a população informada previamente, informar os órgãos públicos nem sempre funciona a contento, tampouco a informação em termos técnicos costuma dar resultados satisfatórios. São vidas sr. presidente que estão em jogo, um simples sistema de informações das operações das comportas ajudaria muito, desde que não fosse depois da catástrofe, como aconteceu agora e tem acontecido sempre. Uma sugestão sr. presidente, visite os desabrigados pela enchente e enfrente-os cara a cara, vamos ver  como fica a sua opinião depois. Edson Navarro


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