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29/04/2015
Plano de emergência entre empresas

Plano de emergência, antes tarde do que nunca

Dia 30 de Abril com início as 8,30 horas será discutido o plano de emergência entre as empresas da comunidade. Defesa Civil, Bombeiros e palestrantes falarão sobre novas técnicas para obtenção do AVCB , a Crise Hídrica e o atendimento emergencial.

Duas empresas participantes que manipulam produtos tóxicos estão inscritas. Curiosamente o convite não menciona nenhuma palestra sobre um plano de evacuação da população em caso de acidente.

A Defesa Civil dos Municípios da região são mal aparelhadas e dificilmente conseguiriam agir com eficiência numa calamidade pública, tem até uniformes bonitos que servem de marketing governamental. Contam com os recursos das Prefeituras como máquinas por exemplo, mas , se alguma tragédia acontecer em um fim de semana é pouco provável que se consiga movimentá-las com rapidez.


A defesa civil normalmente é tratada pelos alcaides como um apêndice sem maior importância, sempre contando   com ajuda externa na hora do sufoco. Os exemplos em Municípios da região quando as calamidades aconteceram, deixaram claro que o Estado no máximo referendou o "estado de calamidade pública" editando Lei a respeito, literalmente deixou os Municípios a ver navios. (Franco da Rocha principalmente).


A Câmara de Vereadores de Caieiras instituiu uma Comissão Parlamentar de Inquérito em cima da Essencis, provavelmente querem saber das atividades da empresa, se o projeto de tratamento técnico de resíduos foi implementado, como está sendo tratado o resíduo de lama de mercúrio, talvez um dos tóxicos mais letais do planeta e que vem sendo despejado às toneladas em Caieiras, a cooperativa de reciclagem que nunca saiu do papel, porque os lixos de classe 1,2 e 3 são enterrrados ou armazenados em vez de serem reciclados conforme consta do EIA RIMA (Projeto aprovado pela Cetesb).


Porque nenhuma autoridade municipal, Estadual e Federal não tomam providências para o cumprimento integral do projeto de primeiro mundo feito pela antiga Cavo (Camargo Correa) que na época, foi colocado em todas as escolas infantis do Município como uma maravilha no tratamento de lixo, óbvio que visava atingir os Pais via lavagem cerebral nas crianças. (técnica de propaganda nazista aplicada por goebbels na segunda guerra muncial).


Como são aplicados pelo Fundo Social as contribuições feitas pela empresa, quanto é recolhido de Imposto sobre serviços pela empresa, quantos funcionários a empresa possui conforme projeto original. Porque não houve a segunda audiência pública ou se houve onde foi feita a divulgação. Qual  a situação atual  do cumprimento das deliberações do Consema ?. Leia matéria a respeito no link http://www.caieiraspress.com.br/noticias.php?acao=mostra&id=2154


No caso de encerramento das atividades da empresa, qual a garantia real que o Município tem quanto ao passivo ambiental e a contaminação do seu solo com o armazenamento e aterramento do lixo, inclusive o tóxico. Porque a empresa Essencis não responde publicamente as questões levantadas ?.


E finalmente, caso haja algum acidente de grave proporções com os resíduos tóxicos armazenados ou enterrados, a empresa tem algum plano de emergencia para atender a população, inclusive para evacuação ?. A população espera anciosa os resultados da CPI que comandada pelo ínclito Vereador Panelli deve revelar toda a história, até hoje nebulosa.


Por todo o acima, a fedentina que o tal CTR ou  lixão proporciona ao nariz dos caieirenses é perfume francês, pelo menos deve ser porque aceitam passivamente. É sempre bom lembrar que o projeto de lei autorizando o lixão foi do ex-prefeito Nevio e  os vereadores  da época, exceto a então vereadora Dóca. Como disse o promotor público João Calsavara que participou ativamente na defesa dos caieirenses, "A História nos julgará, a todos".


Edson Navarro