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24/02/2016
Não dirija se estiver com raiva ou triste

De acordo com o novo estudo, as ações que mais aumentam o risco de acidentes de trânsito são: digitar no celular (12 vezes), guiar bem acima dos limites de velocidade (13 vezes) e dirigir drogado ou embriagado (35 vezes)(Thinkstock/VEJA)

Se estiver com raiva ou triste, não dirija. Essa é recomendação de um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). A pesquisa, realizada por cientistas do Instituto de Transportes da Virginia Tech, nos Estados Unidos, mostrou que dirigir quando se está com o estado emocional alterado é muito mais perigoso do que distrações, como usar o telefone ou o painel de entretenimento do carro.

Para chegar a estas conclusões os pesquisadores analisaram dados de 905 acidentes graves e mediram os riscos com a direção. Os veículos envolvidos nos acidentes faziam parte do Programa de Direção Naturalista e eram equipados com radares, câmeras e sensores. Isso permitiu que os autores tivessem acesso a informações detalhadas sobre a dinâmica dos acidentes.

Os resultados mostraram que fatores relacionados ao motorista, como fadiga, erro, alterações emocionais e distração, estavam presentes em quase 90% das colisões. Os autores concluíram também que distrações, como falar o telefone ou o painel de entretenimento do veículo, dobram as chances de colisões. Dirigir com o estado emocional visivelmente abalado aumenta esse risco em 9,8 vezes. As ações que mais aumentam o risco de acidentes de trânsito são: digitar no celular (12 vezes), guiar bem acima dos limites de velocidade (13 vezes) e dirigir drogado ou embriagado (35 vezes).

"Sabemos há anos que fatores relacionados ao motorista estão presentes na maioria dos acidentes, mas esta é a primeira vez que fomos capazes de determinar definitivamente a extensão da contribuição de cada fator nos acidentes.", disse Tom Dingus, principal autor do estudo e diretor do instituto.

Por outro lado, para surpresa dos pesquisadores, aplicar maquiagem enquanto dirige ou ficar muito próximo ao veículo da frente praticamente não estiveram presentes nos acidentes analisados. Já interagir com crianças que estão sentadas no banco traseiro mostrou ter um efeito protetor, diminuindo a probabilidade de risco.

"Nosso objetivo é identificar esses riscos para ajudar na criação de medidas necessárias para garantir a segurança dos usuários de transportes terrestres", concluiu Dingus.

Fonte:  http://veja.abril.com.br



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