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25/01/2019
Moringa um modismo ?

MORINGA FAZ BEM  OU É MAIS UM MODISMO ?

A visão da Esalq-USP

Alimentação humana

As folhas, vagens verdes, flores e raízes da moringa também podem ser consumidas por crianças e adultos (no caso da raiz, é preciso retirar a casca, que é tóxica. Porém, a raiz é comestível e tem um sabor picante que se assemelha ao do rabanete, diz o pesquisador Frederico Lisita). Por possuir fibras, a planta ajuda a manter a sensação de saciedade. Rica em cálcio, ferro e zinco, a moringa também combate os radicais livres e ajuda a prevenir o envelhecimento, de acordo com o pesquisador. Lisita afirma também que ela atua no combate à hipertensão, diabetes, osteoporose, obesidade e aumenta a imunidade.

A acadêmica de licenciatura em educação no campo pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Jacqueline Saraiva, selecionou e desenvolveu algumas receitas com a planta. Usando as folhas frescas ou secas e trituradas, foi possível fazer suco, massa de macarrão, pão de queijo, patês, tapioca, bolo e até brigadeiro de moringa. "Como a árvore tem mais cálcio que o leite, pode ajudar os intolerantes a lactose a consumir o mineral", afirma. Saraiva diz que utiliza, geralmente, o suco das folhas batido com água, uma xícara de folhas frescas ou algumas colheres do material seco triturado nas receitas. "Você pode adicionar o suco da moringa na água do arroz, bater as folhas para fazer sopa ou refogar como a couve e comer com a feijoada. Ela é nutritiva e é uma delícia".

http://www.esalq.usp.br/cprural/curiosidades/mostra/171/moringa-para-todos-os-gostos.html

A visão da Rural Brasil

As razões para o incluir a moringa oleífera na nossa dieta são muitas. Apesar de ser ainda um tantodesconhecida, no Brasil, essa árvore originária da Índia e de certas zonas do norte de África é uma verdadeira fonte de saúde. Suas folhas, raízes, ores e sementes um aporte de propriedades medicinais, antibacterianas, antioxidantes e mineralizantes que vale a pena ter em conta.

Tópicos do Conteúdo

1. Para que Serve

2. Benefícios

2.1. O poder antioxidante da moringa oleífera

2.2. Uma planta rica em aminoácidos e minerais

2.3. Aliada contra o envelhecimento da pele

3. O uso da moringa para emagrecer

4. Chá

5. Cápsulas

5.1. Onde comprarPara que Serve

A moringa oleífera é usada tradicionalmente para:

Estimular as defesas do corpo

Aumentar a Imunidade

Desintoxicar o corpo

Reduzir o inchaço

Aumentar os níveis de energia

Controlar o peso, reduzindo o apetite

Facilitar a digestão

Manter a Diabetes Controlada

Promover a pele saudável

Aliviar as dores de cabeça

Aliviar os sintomas da menopausa

Prevenir a perda de cabelo

A moringa tem sido recomendada como antibiótico, anticancerígeno e anti-in amatório, além de ser muito  capaz para as doenças dos rins, pâncreas, coração e dos olhos.

Ao longo dos séculos a planta vem sendo utilizada como remédio para tuberculose, diabetes, epilepsia, bronquite, anemia e a hipertensão arterial, além de outras condições como: tosse, asma, menopausa e artrite, entre outras.

Benefícios

O poder antioxidante da moringa oleífera

Um dos principais atrativos da moringa é o seu considerável poder antioxidante. Usando o método de teste conhecido como ORAC (capacidade de absorção de radicais de oxigênio) a erva tem um valor que oscila em torno de 50.000 unidades por cada 100gr, o que a faz a planta com o valor ORAC das mais altas conhecidas atualmente.

Os antioxidantes combatem aos radicais livres e protegem nossas células contra o envelhecimento e doenças degenerativas.

A moringa também possui um grande poder antibacteriano que se concentra especialmente no pó de suas sementes. Uma arma natural poderosa para combater as infecções, que aumentou a popularidade desta planta completa nas populações mais pobres e com maiores problemas alimentares.

Uma planta rica em aminoácidos e minerais Para aqueles que procuram aumentar a sua ingestão de aminoácidos e proteínas de origem vegetal, na moringa encontrarão uma boa aliada. Esta planta catalogada como superalimento é uma boa oferta para o corpo de proteínas diretas para melhorar a pele e os nossos tecidos cartilaginoso, graças àconcentração de aminoácidos essenciais presentes em suas folhas. Vegetarianos e, especialmente, veganos podem aumentar sua ingestão de proteínas, acrescentando em sua dieta a moringa.

A moringa soma também grande quantidade de minerais como potássio, ferro, zinco, potássio e cálcio, um elemento-chave para controlar a pressão arterial, fortalecer os ossos e prevenir algumas

doenças como a osteoporose. Junto com o magnésio presente na moringa trabalham como um conjunto perfeito facilitando a absorção de minerais em nosso organismo. Além disso, a planta é uma excelente fonte natural de vitaminas, já que pode nos proporcionar as vitaminas A, B, C, E e K, além de outros minerais e nutrientes como triptofano e selênio.

Aliada contra o envelhecimento da pele As folhas secas da planta são um grande presente para a saúde da pele por seus efeitos nutritivos e sua capacidade de rejuvenescimento. A indústria de cosméticos já incluí esta erva entre os componentes de seus produtos pela sua força para evitar o aparecimento de rugas e linhas de expressão, além de sua capacidade de fortalecer as estruturas celulares.

Conhecida como uma das plantas medicinais mais completas, a moringa também ajuda na luta contra a desnutrição em países assolados pela fome. Suas propriedades nutricionais, o seu paladar agradável e a possibilidade de explorar praticamente todas as partes da erva, a tornou um componente base da alimentação de determinadas áreas, como o Haiti, Senegal ou Mali, onde seu cultivo é a chave para combater a desnutrição.

O uso da moringa para emagrecer A moringa é um superalimento que oferece muitos aspectos positivos, além do seu poder de cura, a planta também serve para emagrecer. Isto porque, contém uma quantidade imensa de nutrientes vitais e uma dose muito baixa de gorduras.

Além disso, o consumo da planta acelera o metabolismo, facilita a digestão e reduz a fome por causar sensação de saciedade. E também controla os níveis de açúcar no sangue, sendo bastante recomendada para pessoas diabéticas.

Chá

O chá de moringa é preparado com a infusão das folhas secas da planta. As folhas secas podem ser encontradas em lojas e casas de produtos naturais.

Mas para usufruir dos benefícios medicinais da erva, seria necessário consumir grandes quantidades do chá diariamente. Por isso, o recomendado é consumir as cápsulas da planta.

Cápsulas

O consumo regular das cápsulas de moringa é a maneira mais e caz de aproveitar todos os seus benefícios. Isto porque uma cápsula com o extrato concentrado pode ser até 50 vezes mais forte do que a folha seca.Além disso, as cápsulas conservam melhor o extrato porque o mantém comprimido e fechado. Dessa forma, o recomendado é consumir as cápsulas da planta medicinal ao invés do chá.

Onde comprar

Antes de comprar as cápsulas, é preciso entender que há muitas marcas no mercado e que nem todas funcionam como deveriam ou como anunciam. Pois a matéria prima utilizada varia bastante, o que interfere diretamente na qualidade do extrato utilizado.

A visão de um Médico

Modismos alimentares

De tempos em tempos, surge um modismo que sempre tem as mesmas características gerais: uma planta exótica (nunca uma planta que temos nos nosso quintais) é apresentada simultaneamente como sendo extremamente nutritiva e ter poder de cura de inúmeras doenças, muitas delas sem qualquer relação uma com a outra. Só essa alegação já deveria nos fazer questionar a veracidade das informações. É raríssimo uma planta ser, ao mesmo tempo, nutritiva e ter propriedades medicinais. As propriedades nutritivas do café, do chá, do guaraná, da erva cidreira, do boldo, etc são ínfimas. Por outro lado, plantas extremamente nutritivas só possuem a propriedade medicinal de tratar aquela deficiência nutritiva, como é o caso do espinafre, rico em ferro, que pode tratar a anemia.

Por essas razões, tenho me preocupado muito com o crescente modismo do consumo da Moringa (Moringa oleifera), uma planta originária da Ásia e África. As duas espécies principais são provenientes das encostas do Himalaia e do sul da Etiópia.

O primeiro sinal de que algo está errado é que, quando você vai fazer uma pesquisa no Google, as primeiras páginas são só de links de sites de “cura natural”, “vida saudável” ou parecidos, os mesmos tipos de pessoas que transformaram o confrei numa arma letal. Só achei uma revista não naturalista e, mesmo assim, o artigo foi escrito por uma pessoa que visitou a Etiópia com uma vegana, o que sugere um viés nas opiniões expressadas.

Os elogios à Moringa se dividem em dois grupos: os elogios quanto às suas propriedades nutritivas e os elogios quanto às suas propriedades curativas. No primeiro caso, embora com ressalvas, as qualidades da planta parecem ser reais. Já, em relação às propriedades curativas, o que se vê é uma lista interminável de doenças que a Moringa trataria. Essas doenças não possuem NADA em comum. Portanto, teríamos que acreditar que a Moringa possui VÁRIAS substâncias terapêuticas simultaneamente, cada uma sendo capaz de tratar uma doença e não levar a efeitos colaterais em quem não tivesse essa doença. Até para quem é adepto da cura pelas plantas isso é um absurdo. A Natureza não age assim! Não coloca inúmeras substâncias ativas num mesmo organismo vivo. Poderia ter uma, duas, três, excepcionalmente quatro propriedades terapêuticas, mas não o que se está anunciando na mídia.

Aí começam as perguntas. A quem interessa espalhar tantos benefícios? Apesar a Moringa ser uma planta que se adapta facilmente e que cresce muito rápido, o que constatei foi um enorme número de sites que vendem o produto em pó e cápsulas, ou seja, algo que é apresentado como uma solução barata para a fome no mundo, vira uma mercadoria vendida como outra qualquer. Até que ponto o interesse comercial contribui para a divulgação de efeitos milagrosos?

Isso me lembra a história do Goji Berry, uma fruta que foi alardeada como sendo um super alimento por Earl Mindell, um picareta especializado em vender livros sobre efeitos curativos de plantas. Mindell publicou em 2003 um folheto com alegações fantasiosas sobre os efeitos maravilhosos da Goji Berry sem nenhuma comprovação (como, aliás, ainda não tem) desses efeitos. Durante um bom tempo, somente Mindell possuía a fruta para vender nos EUA. Hoje, qualquer lojinha a possui, mas ele já ficou rico…

img_2489Uma coisa em comum entre Goji e Moringa é a origem. Nenhum desses alimentos milagrosos é proveniente da Inglaterra, Itália ou Estados Unidos. Sempre são originários de locais onde o imaginário ocidental idealiza uma vida perfeita, mais próxima à natureza. As duas espécies mais comuns de Moringa são a Moringa oleifera e Moringa stenotepala. Nativa das encostas do Himalaia, a Moringa oleifera é a mais citada nos sites, embora alguns dados sejam misturados com os de uma espécie próxima, a Moringa stenotepala, nativa do leste da África. É esta espécie que é consumida no sul da Etiópia.

Propriedades nutricionais

A análise das propriedades nutritivas da Moringa realmente é impressionante. Cada 100g de vagens com sementes contém:

86,9 g de água

2,5 g de proteínas

0,1 g de gordura

8,5 g de carboidratos

fibra 4,8 g

2,0 g de cinza

30 mg de cálcio

110 mg de fósforo

5,3 mg de ferro

184 UI de vitamina A

0,2 mg de niacina

120 mg de ácido ascórbico

310 µg de cobre

1,8 µg de iodo

O núcleo da semente contém 38,4 g de proteína crua e 34,7% de ácidos graxos. O óleo da semente contém 9,3% de ácido palmítico, 7,4% de ácido esteárico, 8,6% ácido behénico e 65,7% de ácido oleico.

As folhas contêm para cada 100 g:

75 g de água

6,7 g de proteínas

1,7 g de gordura

14,3 g de carboidratos

0,9 g de fibra

2,3 g de cinza

440 mg de cálcio

70 mg de fósforo

7 mg ferro

110 µg de cobre

5,1 µg de iodo

11.300 UI de vitamina A

120 µg vitamina B

0,8 mg de ácido nicotínico

220 mg de ácido ascórbico

7,4 mg de tocoferol

Também se encontram substâncias estrogênicas, incluindo o composto antitumoral β-sitosterol e uma pectina esterase.

Embora invejáveis, as propriedades nutritivas da Moringa são constantemente exageradas nos sites dedicados à cura com plantas. Os níveis de Vitamina C, 200mg por 100g de folhas, são semelhantes a uma goiaba e muito abaixo dos 1800mg da acerola e mais ainda dos 2600mg do camu-camu, fruto amazônico pouco conhecido pelos brasileiros. Já os índices de cálcio são realmente altos, superando a maioria das fontes desse mineral. Já a quantidade de ferro, embora alta para um vegetal, ainda é inferior à quantidade existente no feijão.

Não consegui encontrar nenhuma pesquisa sobre a biodisponibilidade desses nutrientes. Nem sempre um alimento possuir certos nutrientes é sinônimo de conseguir fornecê-los ao organismo. Algumas substâncias existentes no próprio alimento podem interferir na sua absorção. Estudos comprovando que tantos nutrientes juntos não irão interferir uns nos outros são necessários, antes de se definir a Moringa como um substituto para os alimentos habituais.

Uma das regiões onde a Moringa é nativa é a Etiópia, país com níveis de desnutrição altíssimos. Seria possível que uma planta estivesse lá há milênios e a população não havia aprendido a se alimentar dela? As notícias falam dessas populações consumindo as folhas como uma solução para a desnutrição, porém há quanto tempo fazem isso? Por que a Etiópia não se destacou pelo fim da desnutrição?

Porém, os problemas começam quando começamos a ler as alegadas propriedades curativas da Moringa. É comum se ler que a planta é utilizada pela Medicina Ayurvédica, porém nenhum site informa, que somente para uso externo. Somente a raiz é utilizada em infusões e, ainda assim, para provocar vômito. Um autor mais crítico se deu ao trabalho de pesquisar diversos países e listar as doenças que, em cada país, alegava-se que a Moringa curava. Nada bate com nada. A lista de doenças não é semelhante de um país para outro. Até sites dizendo que a Moringa é a planta que mantém Fidel Castro vivo, acompanhados de fotos de Fidel ao lado de uma planta que claramente não é a Moringa, a gente encontra.

No Pubmed (1) realmente surgem pesquisas do uso da Moringa por via tópica, pesquisa de atividade antitumoral, antiviral, mas nada da maioria das doenças que ela curaria segundo os sites naturalistas.

O primeiro sinal de alarme em relação aos efeitos medicinais é a confusão entre o efeito floculante do pó das sementes e um falso efeito desintoxicante. As sementes de Moringa são ricas em óleo. Essas sementes, trituradas a ponto de formar um pó, possuem a capacidade de reagir com a sujeira na água, formar complexos pesados e decantar. Por isso, ela vem sendo usada para limpar águas barrentas e impróprias para o consumo.

Esse efeito é semelhante ao que se obtém em estações de tratamento de água e em piscinas quando se mistura sulfato de alumínio e barrilha. Seguindo o mesmo raciocínio torto que se fez com o confrei, pessoas concluíram que a semente teria capacidade de “limpar” o sangue. Isso não faz o mínimo sentido, assim como não faz sentido alguém tomar sulfato de alumínio com barrilha. Felizmente o sistema digestivo não permite que o conteúdo das sementes cheguem ao sangue com essas mesmas propriedades pois, se isso ocorresse, eles fariam que as substâncias do sangue decantassem e a morte seria certa…

Mas, uma coisa que não tem sido divulgada por esses sites naturebas são os riscos do consumo da Moringa. Isso mesmo! Se algum produto tem tantas propriedades nutritivas e até medicinais, ele TEM que ter contra-indicações também. Se até suco de grapefruit e de carambola podem matar pessoas portadoras de certas doenças, imagine algo tão rico em componentes.

Pois a verdade é que, mesmo possuindo propriedades medicinais, a Moringa não deveria ser consumida com esse objetivo pois não se definiu doses corretas para os diversos tipos de doenças.

Foram relatados danos cardíacos produzidos pelo consumo da Moringa. Também quedas bruscas da glicemia. Um dos perigos maiores, no entanto, é a policitemia (excesso de glóbulos vermelhos) que pode aumentar o risco de um infarto do miocárdio ou AVC. Por seu efeito anticoagulante pode interferir com outras medicações e facilitar sangramentos. Outros efeitos colaterais menos importantes incluem tonturas, náuseas, dor de cabeça, zumbido e diarreia. O uso da Moringa durante gravidez e amamentação não foi estudado ainda.

Por isso, tome cuidado quando alguma planta proveniente de uma região longínqua do mundo surge como um super alimento. Embora possa até ser uma grande descoberta, pode ser algo perigoso ou mesmo uma fraude.

https://olharatual.com.br/cuidado-ao-meter-a-mao-nessa-moringa/

Maurício Vilela

Médico, neurologista, formado pela Faculdade de Medicina da USP.

 

A Visão de uma Farmaceutica

Tese de Mestrado

Composição nutricional e propriedades funcionais do murici (Byrsomina crassifolia) e moringa (Moringa Oleifera)P

Composição Nutricional

Moringa (Moringa oleífera)

Murici (Byrsonima crassifolia)

Propriedades Funcionais

Resumo em português Introdução - Algumas espécies vegetais comestíveis, mas ausentes na dieta do brasileiro, podem ser boas fontes de nutrientes e de compostos bioativos, e a falta ou a perda de conhecimento sobre elas desfavorece sua inclusão na dieta. Objetivo - Avaliar a composição nutricional e propriedades funcionais da farinha de folha de moringa (Moringa oleifera) e da polpa de murici (Byrsonima crassifolia). Metodologia Os frutos de murici foram coletados em três cidades diferentes do Pará. A farinha de folha de moringa foi coletada na cidade de Marília (SP), nos períodos de fevereiro (verão), maio (outono), julho (inverno) e outubro (primavera) de 2012. Foi realizada a caracterização físico-química, determinação de vitamina C e carotenoides das amostras. A partir do extrato da farinha da folha de moringa e do murici, foi analisado o teor de compostos redutores totais, o perfil de compostos fenólicos, a atividade antioxidante pela capacidade de captação do radical livre DPPH e pelo método de ORAC, atividade antiglicação e inibição de lipase pancreática. Resultados O murici é um fruto rico em vitamina C (39,1 mg 100 g carotenoides, principalmente, luteína (18,66 mg 100 g -1 -1 de amostra) e de amostra). O extrato de murici contêm flavonoides (epicatequina, catequina, rutina e quercetina), e possui elevada atividade antioxidante no método DPPH e ORAC, IC 46,1 mmol equivalente Trolox 100 g -1 50 de 1,2 mg de sólido solúvel mL de sólido solúvel, respectivamente. Além disso, foi observada atividade de inibição da lipase pancreática e atividade antiglicação do extrato de murici. De modo geral, a farinha da folha de moringa possui alto teor de proteína (24,5 g -1 e 100 g -1 de amostra), cálcio (1,9 g 100 g fibras totais (38,2 g 100 g luteína (304,1 mg 100 g -1 -1 -1 de amostra), potássio (1,8 g 100 g -1 de amostra), e de amostra). Possui elevado teor de carotenoides, destacando a de amostra) e -caroteno (90,4 mg 100 g -1 extrato da farinha de moringa foram identificados o ácido clorogênico e a rutina. O extrato da farinha de moringa apresenta baixa atividade de inibição da lipase pancreática (IC 849,1 µg de sólidos solúveis mL -1 de amostra). No ), mas foi capaz de inibir a formação de produtos finais da glicação no sistema BSA/metilglioxal. Conclusão - O murici e a moringa demostram ser espécies vegetais promissoras na melhoria da dieta do brasileiro, devido às características nutricionais apresentadas neste estudo.

EricaSiguemoto

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