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16/11/1989
Ed. 430

Valbuza X Doca

Valbuza usou termos duros com a vereadora Doca na última sessão da Câmara. “Aqui (Câmara) não vai mandar não, se quiser mande lá em cima (Prefeitura)”.

 

Dedo

O vereador Ângelo Teixeira ao comentar a verba destinada a URCASA no orçamento para 1990, inclusive propondo emenda anulando a mesma, sofreu de Aparecido o comentário que tinha “dedo” do vice-prefeito Edson Navarro no assunto. Pecou por dois motivos, o primeiro por estar o vice-prefeito fora do País há semanas, o segundo pelo desrespeito com o colega de legislatura. Aparecido é pródigo nesse tipo de ofensa, julga que todos são teleguiados e não admite opinião alheia.

 

Agora o “dedo”

Segundo o vice-prefeito, que não tem a tribuna da Câmara para responder ao vereador Aparecido, a sugestão a título de “dedo” é a anulação pura e simples do item orçamentário pela Câmara e explica: como a Câmara está dando autorização para o prefeito remanejar 60% do orçamento, nada impede que eles sejam destinados justamente para a URCASA. Na verdade a única abertura que a Prefeitura precisa para reativar a “famigerada” é item orçamentário aberto, o resto vem facilmente depois.

 

Ângelo explica

Que retirou a emenda que anulava verba para a URCASA porque esteve na Prefeitura e lá explicaram-lhe que é para pagar imposto de renda atrasado.

 

Valbuza contra

Milton Valbuza votou contra o orçamento para 1990. O orçamento tem várias falhas, uma delas é a falta do plano plurianual que define as prioridades do Município e deveria ser discutido à exaustão pela Câmara. O vereador disse ainda que apoiou a emenda do vereador Ângelo para suprimir a verba para a URCASA, o que gerou conflito entre ele e a vereadora Doca que quer mandar em tudo, ela pensa que vai fazer na Câmara o que faz na Prefeitura, finalizou.

 

Conversa mole

Em cima do vereador Nelson Urtado para que ele não assuma a presidência da Câmara em 1990. A alegação é que tem medo de ficarem sem dinheiro (salários?). Pio e Parizotto ao tentarem convencer Nelsinho foram repelidos violentamente, quase sai tapa.

 

Com quem fica?

A presidência da Câmara de Caieiras já começou dar pano para manga. Conforme acordo feito entre os vereadores Aparecido C. Campos e Nelson Urtado, o primeiro renunciaria em 31 de dezembro para Nelsinho assumir.

Ocorre que alguns vereadores estão trabalhando feito mineiro “em silêncio” para que Aparecido continue como presidente da Casa. A alegação é que sem o atual presidente, dificilmente as gordas verbas que a Câmara vem recebendo vão continuar.

Nelsinho por sua vez fez que o acordo tem que ser cumprido e não abre mão da presidência, verba o prefeito tem que mandar quer queira ou não, cercear o livre funcionamento da Câmara é crime de responsabilidade, finaliza o vereador.

Aparecido embora constrangido, continua afirmando que vai cumprir o acordo, mas trabalha nos bastidores para que isso não aconteça. Publicamente diz que só tem uma palavra e ela será cumprida, se vai mesmo só o tempo dirá.



Jornal A Semana