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06/09/2012
7 de Setembro, ... e o sol da liberdade se via encoberto...

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 7 de setembro, feriado. O dia amanhece tranquilo, com um silêncio despreocupado, indicando uma pausa na rotina de uma cidade insone. O olhar pela janela, na manhã de sol, traz lembranças de uma infância de agora mesmo, quando a professora nos enfileirava rigorosamente defronte o mastro da bandeira, às quartas-feiras, para o canto do Hino Nacional. A inocência da idade, muitas vezes, se traduzia em criativas e inocentes paródias da letra de Osório, incompreendida até há bem pouco tempo. Depois a trilha de pensamentos segue até a adolescência, quando o estudo de uma versão mais adulta de nossa História já começa a fascinar. Daí por diante, a  experiência de cada um traz as conclusões, as análises e as perspectivas de um País desejado por todos os discursos, todavia distante por razões nem sempre compreendidas. Independência. Quanta surpresa ao descobrir que o brado retumbante de um povo heroico guardava um “quê” de sussurro, e o sol da liberdade se via encoberto por nuvens ainda hoje errantes por nossos céus. Nosso povo está crescendo, aprendendo cidadania, conhecendo responsabilidades, compreendo seus direitos, lembrando-se também de seus deveres. A infância foi agora. A experiência vem chegando. Independência. Nossa Mãe gentil já esboça o sorriso cantado. A liberdade raiada no horizonte não é de além mar. É a da maturidade, e em breves anos resplandecerá realmente no horizonte.



Fabio L. Cenachi é Professor Universitário