15/07/2016
As mentiras na Internet

Atualmente as formas de pesquisa e informação tomaram rumos bastante tecnológicos. O que é bom. Nem poderia ser diferente. No entanto, o excesso de mentiras encontradas na internet me leva  a ter  muita cautela com tudo que leio. Para exemplificar: Há meses atrás  espalharam a morte do cantor Sérgio Reis, e seguidamente do ator Francisco Cuoco. A dupla, no entanto, nunca esteve melhor e plena atividade artística. Recentemente deram um fim no piloto Shumacher que, apesar da gravidade do seu caso, sobrevive.
Na turbulência destes boatos acabei me conscientizando sobre os inúmeros obsessivos compulsivos que circulam pela rede. Destes, que passam horas do dia caçando novidades, escândalos, e até banalidades no mundo virtual. São os doentes que se fortalecem desta compensação emocional cibernética.
Já  desmenti algumas informações em redes sociais. Já reagi a publicações falsas como, frases atribuídas a Chico Xavier que  na verdade eram de Clarice Lispector. Rebati sobre um poema cujos méritos deveriam ser dados a Martha Medeiros e, no entanto, estavam sendo direcionados  a Pablo Neruda.  E até Adélia Prado uma escritora especialmente adorável teve minha intercessão quando  constatei que a autoria de sua poesia estava sendo transferida a Rubens Alves.
Independente as estes  erros, felizmente, inofensivos, conclui que, o que predomina nestes enganos  é a pressa em compartilhar e o desespero em se postar tudo rapidamente. Percebi que existe uma ansiedade louca em se dar notícias de primeira mão. Mesmo que sejam  inverídicas e que não possuam qualquer embasamento lógico, científico ou ético.
Esta neurose  em publicar incessantemente está evidente em  Blogs, no Facebook, no Twitter, Instagram e até no Whatsaap. Paira na internet uma vaidade oculta. Paira uma febre latente por “likes e visualizações”. Paira uma  imbecilidade disfarçada de informação. E  aí é que tudo se torna enfadonho, cansativo e sem nenhuma credibilidade.
Mas,  voltando ao início, também eu, já fui vítima destas “pegadinhas”. Algumas quase me levaram, também, a provocar uma derrama mentirosa. Por isso decidi ser mais seletiva. Já não acredito em tudo. Existem notícias tão chulas que só comprovam a falta de sanidade de muitos internautas. Hoje pesquiso cuidadosamente e só depois, com o máximo de certezas, passo adiante.
Concluo enfim,  que os tempos são outros. Já não vamos a bibliotecas municipais e nem possuímos as famosas enciclopédias nas estantes de nossas casas. Estas ferramentas sim, nos davam a segurança e a certeza de um conhecimento profundo e verdadeiro.
Hoje os sedentos por saber precisam  utilizar formas mais modernas para conhecimento. Lamentavelmente, o espetacular mundo virtual parece ter falhas. Controlar, segundo alguns revolucionários, seria um ato de censura e ditadura  na  liberdade de expressão. No que discordo. Fiscalizações e  regulamentações funcionariam como rédeas para conter tanta vulgaridade e mentira. Seriam acima de tudo uma alternativa  para impedir  que, heranças culturais e históricas fossem ultrajadas, e que frases memoráveis de Chico Xavier, Clarice Lispector, Martha Medeiros, Pablo Neruda, Rubens Alves e tantos outros, fossem absurdamente confundidas.
Ah! O mais importante... Seria um meio de bloquear o sensacionalismo mentiroso que mata nossos ídolos antes mesmo deles terem morrido!!!!

FATIMA CHIATI
 



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