» Colunas » Editorial

10/08/2011
Parole, parole...

Discurso de posse do presidente francês Nicolas Sarkozy


Vou reabilitar o trabalho!

Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada.

Não vamos permitir a mercantilização de um mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo.

A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale tanto quanto o mestre, que não se pode dar notas para não traumatizar o mau estudante.

Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável.

Era o slogan de maio de 68 nas paredes de Sorbone: 'Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar'.

Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética.

Uma esquerda hipócrita que permitia indenizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor.

Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia.

Ela tomou o gosto do poder.

A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Vou reabilitar o trabalho.

Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma farsa: 'abriu-se uma fossa entre a polícia e a juventude'. Os vândalos são bons e a polícia é má. Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinqüente, inocente.

Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte coletivo.  Amam tanto a escola pública, e seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela.

Assinam petições quando se expulsa um invasor de moradia, mas não aceitam que o mesmo se instale em sua casa.  Essa esquerda que desde maio de 1968 renunciou o mérito e o esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República.
Isto não pode ser perpetuado num país como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que cobra do Estado sem trabalhar.  Quero criar uma cidadania de deveres.


web

Leia outras matérias desta seção
 » Caieiras: A história vai se repetir ?
 » O transporte público em Caieiras
 » Registro de Preços - Merenda Escolar
 » Caieiras: O desabafo pesado do Vice Prefeito
 » E o buraco nas finanças continua
 » Organizações pilantrópicas
 » Lagoinha e Gersinho qual a diferença ?
 » Caieiras:Multas de trânsito,para onde está indo o dinheiro
 » De filantrópica para Estatal será que muda?
 » Mais de 20 anos depois o Gaema descobre o maior lixão do Brasil
 » TCE adverte Lagoinha, começou cedo!
 » Saúde desnorteada, perigosa e desrespeitosa
 » Lixão: Povo pretende protestar
 » A Lei que choveu no molhado
 » Lei bola de cristal...os políticos videntes
 » Caieiras: A vacina é escassa
 » O prefeito de Caieiras e seu secretariado "alienígena"
 » Previsões para 2021 de Nostradamus
 » Ecos de um governo desastrado
 » Os presentes indesejáveis do TCE



Voltar