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24/08/2012
Delfim Neto, em 2012 o PIB não passa de 2%

 O economista e ex-ministro da Fazenda Delfim Netto previu hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá crescer abaixo de 2% em 2012, mas que o País terminará o ano "rodando em torno de 3,5% e 4%", quando se olha para uma base de 12 meses. Segundo ele, apesar dos problemas da economia mundial, o Brasil pode voltar a crescer anualmente entre 4% e 5% nos próximos anos. "Não precisamos crescer 7%, precisamos de 5%", disse, durante palestra no Fórum Nacional de Seguros de Vida e Previdência Privada, em São Paulo.

Para manter um crescimento médio no patamar de 5% ao ano, Delfim cobrou do governo federal a ampliação de investimentos públicos do patamar atual, de 1,5% do PIB, para 25% do PIB. "Esse é o grande problema, porque o investimento público atual é muito pequeno", disse Delfim. "Isso é prometido desde o Plano Real (adotado em 1994), que foi magnífico em controle de inflação, mas que não atacou esse problema", completou.

Além do investimento público, Delfim pediu "condições isonômicas de competição" para que o País cresça no patamar de 5% ao ano. Citou, por exemplo, a necessidade de mudanças na carga tributária, hoje no patamar entre 35% a 36% do PIB.

Delfim elogiou as medidas anunciadas na semana passada pelo governo federal que estimulam parcerias com o setor privado na exploração de ferrovias, rodovias e portos. "Parece que o governo acordou, com concessões e mecanismos de leilões, que (essas) são a única forma razoável para diminuir a distância e desconfiança mútua entre estado e setor privado", disse.

Delfim pediu ainda que taxa de juros interna seja igual à mundial, o que aumentaria a competitividade do País. "Quando isso ocorrer, a taxa de câmbio voltará a ser relativa, que equilibra o fluxo de importações e exportações. Enquanto isso não ocorre, a taxa de juros é um ativo financeiro", afirmou. "Nós vamos caminhar para taxa de juros de 3% e acabará o conforto de comprar papel e sentar em cima. Teremos de investir na economia real", concluiu.
 


Gustavo Porto, da Agência Estado

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