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31/08/2015
O rombo de 200 bilhões de reais

O PIB despenca e ainda não achou o fim do poço

Faz quinze meses que o Produto Interno do Brasil cai ladeira abaixo, e o fim do poço ainda está meses adiante. Somente agora, a presidente da República disse que não tinha percebido a gravidade do problema.

No entanto, foram as desastrosas medidas na área econômica do primeiro mandato de Dilma que colocaram o país em rota de depressão, sobretudo aquelas medidas populistas para garantir sua reeleição: estouro do FIES, contenção de preços administrados, matriz econômica estatizante, pedaladas, falta de investimentos, câmbio com flutuação rígida, inchaço da máquina administrativa, desindustrialização e cobrança de propina em contrato de estatais.

É preciso tirar o bode da sala. Além de pintar um mundo cor de rosa e demonizar os adversários, ela promoveu a mais desastrosa condução da economia já implementada desde a fundação da República. Em 2015, colhem-se os piores índices de inflação, desemprego, dívida pública, juros, inadimplência, corrupção, e descrédito de um governante. Para sustentar o projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, a regra é vale tudo: mentir, roubar e, em suma, “fazer o diabo!”.

Essa premissa diabólica tem ação de continuidade nesse período igual a gestação de uma jumenta – da eleição até hoje. De fato, O que seria um ajuste fiscal, transformou-se em oração esquizofrênica, em razão de serem múltiplas as vozes que conduzem as finanças públicas ao gosto dos congressistas. Na roda parlamentar, rodaram o fator previdenciário, o aumento do funcionalismo público e as contingências dos restos a pagar.

Assim, sob a condução de Dilma, o país tombará da insustentável beira do abismo fiscal, porque o contrariado Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não suporta mais uma estocada petista e já jogou a toalha diante do desajuste fiscal.

No governo do PT, o povo brasileiro está condenado a fazer sacrifícios sem fim para manter o aparelhamento do Estado, como se repetisse a dura tarefa de Sisifo, que recebeu como castigo na terra dos mortos empurrar uma pedra até o lugar mais alto da montanha, de onde ela rola de volta, e a tarefa tem de ser reiniciada em repetição da sina eterna. Para manter um câmbio de flutuação controlada, o governo gasta bilhões de reais com os swaps cambiais. Para manter uma base congressual calada, o governo libera milhões. Para tapar o buraco sem fundo das contas públicas descontroladas, o governo gasta mais do que arrecada. A conta agora está posta na mesa do brasileiro. Se quiser continuar a comer, tem de pagar 200 bilhões de reais até o fim de 2016.

Como o Tesouro está estourado, e o governo não tem competência e respeito para gerir as finanças públicas com a economia do que arrecada do povo brasileiro, quer aumentar mais impostos e ressuscitar a famigerada CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) travestida de CIS (Contribuição Interfederativa da Saúde). Alguém sabe como tirar o bode da sala?


Hermano Leitão

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