» Colunas » Saúde

19/09/2008
Diabetes e estresse andam juntos com freqüência

Considerado o grandes vilão da vida moderna e causador de uma série de doenças, o estresse pode atrapalhar bastante

Considerado um dos grandes vilões da vida moderna e causador de uma série de doenças, o estresse pode atrapalhar bastante a vida do portador de diabetes. Isso porque, além dos inconvenientes que causa a qualquer um, o estresse também acaba provocando alterações no nível da glicemia e, por isso, exige atenção redobrada de quem já tem de se preocupar com o controle de suas taxas de glicose.

Em alguns casos, o estresse é acusado também de ser um fator que contribui para fazer surgir o diabetes em quem ainda não apresentava o problema. “O estresse, isoladamente, não provoca o surgimento do diabetes, mas acredito que ele pode contribuir para fazer a doença aparecer mais cedo em pessoas que já estavam predispostas a ela”, avalia a endocrinologista Elcy Falcão, presidente do Conselho Técnico da Associação Pernambucana do Diabético Jovem (APDJ), instituição que em 2004 completa 25 anos de atividades em Recife.

A médica explica que, em pessoas que já são portadoras de diabetes, é comum surgirem casos de estresse causado pelo próprio diabetes. “Isso acontece, geralmente, com aqueles que têm menos informação sobre sua condição e não têm plena consciência de que podem levar uma vida normal mesmo tendo de controlar diariamente sua glicemia”, explica Elcy.

Já o estresse causado por fatores externos – e que podem atingir qualquer pessoa – como o provocado por questões familiares, afetivas, financeiras, profissionais e outras, tem de ser trabalhado para que seus efeitos sobre o diabético sejam minimizados. Em primeiro lugar, o estresse precisa ser identificado, ensina a endocrinologista: ele se traduz em sintomas como insônia, raciocínio lento, alterações no apetite, nervosismo, queda de cabelo, entre outros.

O segundo passo é tentar o controle da glicemia fazendo as alterações adequadas nas doses de insulina, na alimentação e nas atividades físicas. O exercício, além de ajudar a baixar a glicemia, também é importante fator para o controle do estresse. Em alguns casos, é preciso lançar mão de medicamentos específicos para a redução do estresse. Mas Elcy enfatiza que o uso desses medicamentos só deve ser feito com acompanhamento médico, principalmente porque alguns deles podem levar a um descontrole glicêmico.

Finalmente, se a pessoa não conseguir reduzir seu estresse e ele passar a fazer parte constante de sua vida, o aconselhável é buscar um aconselhamento psicológico, lembra a médica. “Temos observado em nosso trabalho resultados muito positivos do atendimento psicológico em todas as situações de dificuldade emocional do diabético, principalmente no atendimento em grupo, quando as pessoas têm a oportunidade de trocar informações e experiências”, relata Elcy.

PortalDiabetes.com.br

Leia outras matérias desta seção
 » Coronavírus o que temos hoje para combater
 » Própolis vermelha é anticancerígena
 » Catarata: proteína pode estar ligada a ela
 » Coronavírus: Vitamina D ajuda
 » Bactérias da Antartica contra o câncer
 » Corticóides contra o coronavírus
 » Zolgensma o absurdo de US$ 2 milhões
 » Com tratamento precoce risco de morte cai
 » Colchicina age contra o coronavírus
 » Tuberculose novos fármacos para o futuro
 » Coronavírus: perda repentina do olfato
 » Coma Ovo.....ou não ?
 » Guaraná contra o diabetes tipo 2
 » Nova terapia para o mal de Parkinson
 » Coronavírus são seis tipos com sintomas diferentes
 » Coronavírus: teste pelo plano de saúde
 » A pandemia e a depressão em crianças
 » Coronavírus x tipo sanguineo
 » Pomada para feridas diabéticas
 » Coronavírus:Omega 3 x Covid19


Voltar