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12/12/2008
Aspartame, você decide.

Princípios
O Aspartame (em inglês) é derivado de uma combinação de dois aminoácidos: o ácido aspártico e a fenilalanina. Ele foi descoberto em 1965 pelo químico Jim Schlatter, da Companhia Farmacêutica G. D. Searle, que atualmente faz parte da Pfizer (em inglês). Schlatter lambeu seu dedo para pegar um pedaço de papel enquanto testava uma nova droga anti-úlcera.

O aspartame é cerca de 180 a 200 vezes mais doce que o açúcar, por isso uma pequena quantidade dele é suficiente para adoçar um alimento ou bebida. Quando digerido, o aspartame se quebra em três componentes: ácido aspártico, fenilalanina e metanol.

Pessoas com uma rara doença genética chamada fenilcetonúria devem evitar a ingestão de aspartame porque seus corpos não produzem quantidade suficiente da enzima que quebra a fenilalanina. Se eles consomem alimentos ou bebidas com quantidades significativas de fenilalanina, a substância pode se armazenar em seus organismos e causar problemas mentais e até mesmo lesões cerebrais. Recém-nascidos geralmente fazem o teste para verificar se são fenilcetonúricos.


Uso
Como o aspartame se quebra quando exposto ao calor, ele geralmente não é utilizado em alimentos assados ou quentes. De acordo com o site oficial (em inglês) do aspartame, ele pode ser encontrado em “mais de 6 mil produtos, incluindo refrigerantes, bebidas em pó, gomas de mascar, doces, gelatinas, misturas para sobremesa, pudins e recheios, sobremesas congeladas, iogurtes, adoçantes de mesa e em alguns produtos farmacêuticos como vitaminas e pastilhas para tosse. O aspartame foi aprovado como aditivo alimentar pela FDA em 1981.


Controvérsia

Aparentemente, existe mais controvérsia sobre a segurança do aspartame do que de qualquer outro adoçante artificial. Desde sua aprovação, 75% de todas as reclamações feitas à ARMS foram sobre o aspartame. E apenas cerca de 1% das pessoas que encontram problemas acabam relatando-os [ref. em inglês)].

Apesar de nenhum estudo qualificado ter mostrado problemas com o aspartame, muitos grupos de consumidores e indivíduos estão agindo contra ele. O aspartame é apontado como causador de vários problemas de saúde, incluindo dores de cabeça, ataques, síndrome de fadiga crônica, perda de memória e tonturas. Ele também está associado a um aumento nos casos de esclerose múltipla, mal de Alzheimer e câncer.

Críticos do aspartame afirmam que, apesar dos dois aminoácidos do aspartame fazerem parte de nossa dieta natural, quando eles são consumidos normalmente com a comida eles aparecem combinados com outros aminoácidos que eliminam seus efeitos negativos. Mas, quando os aminoácidos estão sozinhos, como no caso do aspartame, a preocupação é que eles entrem no sistema nervoso em concentrações muito altas, fora do normal.

Supostamente, um problema similar ocorre com o metanol que o aspartame elimina quando é digerido. Quando está presente naturalmente em sucos de frutas e bebidas alcoólicas, o metanol está sempre acompanhado por quantidades maiores de etanol, que age como antídoto para os efeitos tóxicos do metanol. Cerca de 10% do aspartame é absorvido pela corrente sangüínea como metanol. A Environmental Protection Agency (em inglês) - Agência de Proteção Ambiental estabeleceu um limite recomendado de 7,8 miligramas de metanol por dia, mas um litro de bebida adoçada com aspartame contém cerca de 56 miligramas ou oito vezes a quantidade recomendada.

Em 2005, o European Journal of Oncology publicou um artigo sobre um estudo do aspartame que mostrava que a substância causava linfomas e leucemia em ratas fêmeas. A quantidade mínima de aspartame que provou aumentar esse risco em adultos era igual à quantidade presente na ingestão de oito latas de refrigerante por dia (ou duas, no caso de crianças). Tumores cerebrais também foram encontrados em 12 dos 1.500 animais que receberam o aspartame, enquanto os animais que não receberam nenhum aspartame não desenvolveram tumores.Por outro lado, muitos grupos desenvolveram estudos que mostram que o aspartame é seguro e não causa nenhum problema de saúde.



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