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03/02/2009
Insulina, infusão automatica

Decorrente da falta de insulina e da incapacidade da mesma de exercer adequadamente seus efeitos, a Síndrome de Etiologia Múltipla, popularmente conhecida como diabetes, é a quarta causa de morte no Brasil, atingindo 7,6% da população, sendo 7% homens e 3% mulheres.


“Aproximadamente metade dos pacientes desconhecem a doença. Os sintomas mais frequentes são fraqueza, sonolência, vontade de urinar diversas vezes, fome frequente, sede constante, perda de peso, mudanças de humor, náusea, vômito, repetição de infecção e até impotência sexual”, pontuou a endocrinologista Denise Reis Franco, durante o workshop sobre infusão contínua de insulina e monitorização contínua de glicose, realizado na última semana, em São Paulo.


A endocrinologista lembrou que, no ano passado, um paciente com diabetes chegou no seu consultório e lançou um desafio. Ele viu que haviam lançado, nos Estados Unidos, um aparelho computadorizado para fazer a infusão inteligente de insulina em tempo real, com monitoração contínua de glicose, e sugeriu a médica que testasse o novo tratamento com ele. “Eu trouxe o equipamento, começamos a usar e conseguimos resolver os picos e oscilações de glicemia que ele vinha apresentado”, contou.


Disponível no mercado brasileiro desde o mês passado, o novo tratamento, batizado de Paradigma Real Time, só pode ser utilizado por meio da prescrição médica. “A bomba de insulina é acoplada a uma leitura de glicemia em tempo real, que faz a leitura de cinco em cinco minutos e vai mostrando um gráfico de comportamento ao longo do dia.

O paciente ajusta o que vai comer e a bomba diz quanto vai precisar de insulina e vai aplicando de acordo com a necessidade, reduzindo a chance de ter hipoglicemia”, destacou Denise Reis Franco.


Atualmente, cerca de 200 pessoas utilizam a nova tecnologia no Brasil. “Tenho pacientes de várias lugares que utilizam o novo tratamento, no Recife, em São Paulo e no Rio de Janeiro. O minilink registra o gráfico com as taxas de glicose do paciente e ele pode fazer o download e me enviar os dados. A análise médica pode ser feita em média entre quatro e seis meses, para observar se há a necessidade de mudar hábitos ou horários de aplicação de insulina. O equipamento é programado de acordo com as necessidades do paciente”, afirmou a endocrinologista.


Segundo ela, a taxa de glicemia de jejum para o diagnóstico da doença é considerada normal entre 100 e 140. “Pessoas com um parente direto (pai ou mãe) com a doença tem 30% de chance de desenvolvê-la.

Quanto mais precoce você detectar, maior a chance de impedir a evolução da doença”, observou Denise Franco, que é especialista em Diabetes pela International Diabetes Federation.

Portal Diabetes

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