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13/10/2009
Diabetes: Como detectar

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13/10/2009 - UOL

O diabetes pode ser detectado por exames de laboratório, muito antes da presença dos sinais clínicos. Daí, a importância de realizá-los com certa freqüência

PARA DIAGNOSTICAR A ENFERMIDADE

Glicemia em jejum: mede o nível de glicose no sangue depois de um jejum de 8 horas.
O resultado é considerado normal quando a taxa de glicose varia de 70 até 99 mg/dl.
Se o resultado ficar em torno de 100 a 126 mg/dl, já é considerado acima do normal.
Acima de 126 mg/dl, em pelo menos dois exames consecutivos, fica confirmado o diagnóstico.
Glicemia superior a 160 mg/dl em exame feito a qualquer hora do dia também confirma o diabetes.

Teste de tolerância à glicose ou curva glicêmica: no laboratório, a pessoa ingere 75 g de glicose diluída em água. Após duas horas é feita a coleta de sangue para medir a taxa.
Glicemia igual ou superior a 200 mg/dl indica diabetes.
Glicemia entre 140 e 199 mg/dl, sugere um quadro de pré-diabetes.

Teste oral para gestantes: mulheres grávidas acima de 25 anos, não obesas e sem histórico de diabetes na família, devem fazer o teste entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação. É feito pela ingestão de uma dose de 50 g de glicose.
O sangue será colhido antes da ingestão e depois de uma hora. Os resultados normais são até 80 mg/dl e 140 mg/dl, respectivamente.
Se os valores estiverem acima dos descritos, é necessário um novo teste com a ingestão de 75 g de glicose e avaliação da glicemia nos mesmos períodos anteriores.
Considera-se com diabetes as mulheres que apresentem glicemia maior que 126 mg/dl no tempo basal, ou igual ou maior que 200 mg/dl depois de uma hora.

Hemoglobina glicada (A1C): importante para avaliação do controle glicêmico de um paciente em tratamento. "É um exame feito em laboratório que reflete a média da variação da glicemia nos últimos dois e três meses", explica Márcio Krakauer, endocrinologista, presidente da Associação de Diabetes do ABC (ADIABC). Isso ocorre porque durante esse período, a hemoglobina vai incorporando glicose de acordo com a sua concentração no sangue. Caso as taxas de glicose se apresentem elevadas, haverá um aumento da hemoglobina glicada, sinal de que o controle não está sendo realizado de maneira eficaz. Se o resultado for menor que 7%, o paciente está controlado. Porém, se o nível da hemoglobina for maior que 7%, o diabético tem chances muito maiores de sofrer as conseqüências da doença.

Medida da pressão arterial: é muito importante também realizar esse procedimento. A maioria dos diabéticos tem pressão alta e necessita de controle.
PARA DETECTAR COMPLICAÇÕES CRÔNICAS

Retinopatias: nos portadores de diabetes tipo 1, é indicado um exame oftalmológico normal e de fundo de olho anualmente, após cinco anos do diagnóstico. Já no tipo 2, como não se sabe por quanto tempo a pessoa é portadora da doença, o exame deve ser feito logo após o diagnóstico e repetido a cada ano.

Neuropatia diabética: cerca de 60% dos portadores de diabetes desenvolvem neuropatia, porém apenas 20% apresentam sintomas. Por isso, é importante, durante os exames clínicos, uma avaliação dos pés e da sensibilidade nas regiões predispostas a problemas. É possível também avaliar a função dos nervos através da eletroneuromiografia. A avaliação deve ser feita anualmente.

Nefropatia diabética: a constatação é feita através do exame de microalbuminúria para verificar pequenas perdas de albumina pela urina. É importante ser feito todos os anos.

Problemas cardiovasculares: além do exame clínico anual, é recomendável outros de rotina, como os que medem colesterol total, HDL, LDL, triglicérides e pressão arterial.

Problemas vasculares cerebrais ou obstrução das artérias das pernas: no exame clínico o profissional pode detectar a redução da pulsação das artérias e sentir a temperatura local. Um outro exame, a ultra-sonografia Doppler, avalia o interior das artérias e detecta a presença de placas de ateroma.

MONITORAMENTO DOMICILIAR

Os pacientes insulino-dependentes devem fazer o exame de monitoramento da glicose diariamente, não raro várias vezes ao dia para detectar um pico ou uma queda brusca da glicose. Como o nível de glicose não se apresenta constantemente uniforme e varia de acordo com vários fatores são necessários exames constantes para que o controle glicêmico seja realmente eficaz. O mais comum é feito por meio de uma gota de sangue colocada em um aparelho especial, o glicosímetro, que indica rapidamente o nível de açúcar no sangue. O processo é praticamente indolor. O exame do pé deve ser feito freqüentemente. A neuropatia e lesão dos vasos das pernas e pé provocam lesões que podem evoluir para feridas e até amputação de dedos, pernas e pés.

VISITAS AO MÉDICO


Para tratar corretamente a doença e levar uma vida saudável, é importante visitar o especialista com freqüência para que ele avalie o estado do paciente e solicite exames laboratoriais, se necessário. O espaço entre as consultas varia de acordo com o tipo do diabetes, a evolução da doença e a disposição do paciente em colaborar com o médico, empenhando-se em um controle efetivo da taxa de glicemia. Ainda assim, os especialistas sugerem um tempo médio para retorno:

CRIANÇAS: no início as consultas devem ser feitas a cada 15 dias e, às vezes, semanais. Os pais também devem comparecer para receber orientação.

ADULTOS: no início, não é muito diferente do tratamento em crianças. As consultas servem para mostrar o quadro geral do diabetes, orientar o paciente e baixar sua ansiedade.

DIABETES TIPO 1: pelo menos, uma consulta mensal. Depois de quatro a cinco meses do início do tratamento, se o controle se mostrar efetivo, elas podem ser espaçadas de três em três meses, dependendo do valor da hemoglobina glicada.

DIABETES TIPO 2: a freqüência ao consultório médico é variável, (pelo menos a cada três meses) pois além do controle glicêmico é necessário avaliar os fatores de risco como obesidade, hipertensão e outros.

GESTANTES: é importante buscar o controle rápido para que o mal não traga repercussão maior para o feto e para a mãe. A ansiedade da grávida pode dificultar o controle da taxa de glicemia. O melhor é seguir as recomendações médicas.



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