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20/09/2010
Bebes diabéticos

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Nutrição & Diabetes
12/9/2010 - Diabetes

Bebês e crianças muito pequenas, quando são diagnosticadas diabéticas, tornam-se uma fonte maior de preocupação para os pais. Além dos cuidados normais que os bebês necessitam, ter de ficar atento ao comportamento da glicemia de um pequeno ser que não pode se expressar é, com certeza, fonte de grande estresse principalmente para a mãe. Há algumas diferenças na alimentação e nos cuidados gerais, mas logo a mãe vai perceber que cuidar de um bebê diabético não é um bicho-de-sete-cabeças, como ensina a nutricionista Érica Lopes, da Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad).

Érica Lopes – “Depois do choque inicial, a mãe vai perceber que é possível lidar com a situação até com certa tranqüilidade. É certo que ela vai ter um pouco mais de trabalho, porque vai precisar fazer os testes de glicemia na criança com bastante freqüência. Com o tempo, porém, tudo vai entrando nos eixos.

Quando o bebê ainda é alimentado apenas com leite materno, é necessário reduzir o intervalo entre as mamadas e, antes, medir a glicemia. Assim, se a criança mamava a cada três horas, terá de passar a um intervalo de duas horas. Aos seis meses, o bebê começa a receber uma papa salgada. Essa papa deve ser amassada com garfo, não passada em liquidificador. Isso porque, além de ajudar no começo da dentição, a papa amassada demora um pouco mais para ser absorvida, o que auxilia também no controle da glicemia. Esse mesmo procedimento deve ser seguido quando o bebê começa a ter duas refeições com papa salgada, o que normalmente ocorre no sétimo mês.

Algumas mães têm receio de introduzir a papa salgada para o bebê diabético, mas é importante que ele comece a receber também carboidratos vindos da batata ou do macarrão, para não comprometer seu desenvolvimento.
Quando os dentinhos começam a aparecer, o bebê diabético, como todos os bebês em geral, precisa começar a receber alimentos em pedaços. Os pedaços de legumes devem ser bem pequenos e a carne deve ser moída. Depois de um tempo, ela pode ser oferecida desfiada.
O acompanhamento da glicemia deve ser um procedimento constante também quando a criança começa a engatinhar e andar. Nessa fase, ela começa a gastar energia e é preciso saber se as quantidades de alimentos estão sendo adequadas, o que só é possível verificar com os testes de ponta de dedo.
Quando o resultado dos testes indicar que a criança está com hipoglicemia, o aconselhável é dar uma mamadeira com água e açúcar e, depois de 15 minutos, medir novamente para ver se a situação se normalizou. A medida deve ser um copo de água para uma colher de sopa de açúcar.
O ideal, para todos e também para a criança diabética, é alimentar-se de produtos naturais. Esporadicamente e numa situação emergencial a mãe pode oferecer à criança alimentos prontos. No caso de sobremesas prontas, mesmo aquelas específicas para bebês, o açúcar costuma ser um dos ingredientes e, portanto, elas devem ser utilizadas com cautela.”

Fonte : " Diabetes Nós Cuidamos "


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