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07/10/2010
Monitoração do diabetes


Auto monitorização

A auto-monitorização glicêmica, que é a prática do paciente diabético medir regularmente a sua própria glicemia através de fitas e/ou aparelhos de uso doméstico (glicosimetros), é uma oportunidade para o diabético assumir o controle da sua própria saúde. Medir freqüentemente a glicemia é uma das melhores maneiras de determinar se o tratamento para o diabetes está sendo efetivo, isto é, se a glicemia está sendo mantida o mais próximo do normal possível.
Os exames de laboratório solicitados regularmente pelo médico (glicemia venosa, hemoglobina glicada etc.) fornecem uma estimativa da qualidade do controle glicêmico, mas apenas a monitorização domiciliar da glicemia pode permitir ao paciente o ajuste fino do plano de tratamento, conforme a variação do diabetes de um dia para o outro e com as diferentes situações do cotidiano.
Os níveis de glicemia elevados são responsáveis pelas complicações do diabetes. Portanto, o acompanhamento da glicemia, ou automonitorização, é recomendado a todas as pessoas com diabetes, seja do tipo1, tipo 2 e no diabetes gestacional (aquele que ocorre em algumas mulheres durante a gravidez).

O teste de glicemia capilar possibilita conhecer os níveis de glicemia durante o dia, em momentos que interessam para acompanhar e avaliar a eficiência do plano alimentar, da medicação oral e principalmente da administração de insulina, assim como orientar as mudanças no tratamento.


Para quem tem diabetes, existem alguns fatores que ajudam na manutenção das taxas de glicemia próximas aos valores normais, tais como:

• controle no consumo de alimentos (qualidade, quantidade e regularidade de horários nas refeições);
• ajustes nas dosagens dos medicamentos;
• exercícios físicos regulares;
• uso correto da medicação (insulina ou antidiabéticos orais);
• realização de testes de glicemia capilar (também conhecidos por teste da “gotinha” ou “ponta-de-dedo”) em horários adequados para ajuste no tratamento.

Recomendações para tornar o tratamento mais efetivo através da monitorização

A freqüência do perfil glicêmico, como chamamos o conjunto de glicemias capilares realizadas num dia, irá depender do objetivo que se queira atingir, do grau de controle emocional para realizar vários testes, da condição sócio-econômica, além dos medicamentos utilizados. Portanto, as metas devem ser individualizadas e determinadas de acordo com o nível desejado de glicemia e ser adequada para o profissional médico e para o portador de diabetes.

Quem usa a bomba de infusão contínua de insulina normalmente mede a glicemia várias vezes por dia para administrar a quantidade calculada de insulina em relação à quantidade de carboidrato a ser ingerida em cada refeição.

Quem tem diabetes tipo 1 ou 2 e usa insulina, deve fazer testes de glicemia com mais freqüência: jejum, antes da alimentação, antes e após o exercício físico, quando há suspeita de hipoglicemia ou hiperglicemia, nas doenças intercorrentes (infecções, vômitos, diarréia) e nos ajustes de doses de insulina.

Quando a pessoa é orientada pelo médico a realizar a suplementação de insulina R (ação Rápida) ou UR, (ação Ultra-Rápida), deverá fazer as glicemias capilares antes das refeições.

Para quem tem diabetes tipo 2 e usa hipoglicemiantes orais além de insulina noturna, o consenso brasileiro preconiza glicemia de jejum e antes do jantar. Porém, vale ressaltar que devemos estar atentos às glicemias após as refeições no diabetes tipo 2, cujo tratamento é feito com ou sem insulina, para avaliar a eficiência ou necessidade de mudança na medicação. Portanto, embora nesse caso a monitorização possa ser menos rigorosa, é importante que, pelo menos um dia por semana, o portador de diabetes tipo 2 faça testes de glicemia após o almoço e o jantar. Isso irá ajudá-lo a entender melhor a absorção dos alimentos e a necessidade de um melhor controle alimentar.

A glicemia capilar deve ser realizada toda vez que houver suspeita de hipoglicemia e repetida sempre que os resultados ficarem fora dos objetivos determinados com o médico.

Recomendações da Associação Americana de Diabetes (ADA)
• Glicemia em jejum: 70 a 99 mg/dl
• Glicemia pós prandial, até 2 horas após alimentação: 70 a 140 mg/dl


Anotação dos resultados:

É de extrema importância que os resultados dos testes de glicemia sejam registrados de forma clara para fácil visualização e interpretação, pois serão fundamentais na conduta a ser tomada pelo médico.

Deverão também ser anotados os acontecimentos importantes relacionados à glicemia obtida como: complementação de insulina, sintomas de hipoglicemia, diminuição ou excessos alimentares, presença de infecção, quadros de vômitos e diarréia, atividade física não programada e uso de outros medicamentos.

Com o registro destas informações o médico poderá fazer ajustes nos medicamentos, assim como os outros profissionais terão condições para acompanhar, avaliar e propor mudança para um bom controle glicêmico.

Os resultados obtidos com os glicosímetros geralmente são precisos. A maior parte dos erros acontece devido a procedimentos incorretos, tais como:

limpeza inadequada do aparelho
utilizar o glicosímetro ou a fita em temperaturas diferentes da temperatura ambiente
fitas fora do período de validade
glicosímetro não calibrado para a caixa de fitas em uso
uma gota de sangue muito pequena


É recomendável fazer um “treino” antes de começar a utilizar o glicosímetro e as fitas. Um educador em diabetes pode ajudar o paciente a fazer este treino.

EXAMES DE AÇÚCAR E CETONAS

A pesquisa de açúcar na urina ( glicosúria ) não é tão acurada quanto a do sangue. Ela só deve ser realizada se a pesquisa no sangue for impossível.Isso porque a glicosúria faz uma avaliação indireta da glicemia uma vez que o teste só é positivo a partir de 180 mg/dl. É justamente a partir deste valor que os rins passam a "filtrar" a glicose na urina.

Outro importante cuidado na monitorização de diabéticos, sobretudo do tipo 1 ou insulino-dependentes é monitorar a presença de cetonas na urina ou no sangue ( hoje em dia existe a possibilidade de avaliar o grau de acidose e de glicemia em um mesmo equipamento , o que representa um grande passo no monitoramento de pacientes ) sempre que o diabetes está mal controlado ou seja sempre que a glicemia capilar estiver acima de 250 mg/dl. ou quando o paciente está com infecções, stress emocional, gripe, ou outros problemas de saúde. Quantidades moderadas ou grandes de cetonas estão presentes na urina ou sangue quando a gordura está sendo utilizada como fonte de energia.A presença de cetonas na urina ou sangue é mais comum no diabetes do tipo 1 nas situações em que a quantidade de insulina é insuficiente para que o organismo utilize a glicose como fonte de energia.
Todo paciente com diabetes às vezes precisa checar a quantidade de cetonas na urina ou sangue.

Converse com o médico, enfermeiro ou educador em diabetes para rever, avaliar e propor alternativas que colaborem para um bom controle glicêmico.





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