» Colunas » Saúde

02/02/2011
Vacina contra a gripe suina multiplica o risco de contrair narcolepsia


Vacina contra gripe multiplica risco de contrair narcolepsia


A vacina contra a gripe AH1N1 --também conhecida como gripe suína-- Pandemrix, fabricada pela companhia farmacêutica GlaxoSmithKline, aumenta o risco de contrair narcolepsia infantil, aponta um estudo do THL (Instituto Nacional de Saúde e Bem-estar da Finlândia) publicado nesta terça-feira em Helsinque.

O instituto THL iniciou uma investigação em agosto para investigar a possível relação entre esta vacina e a narcolepsia, depois da detecção desta doença em 17 crianças finlandesas vacinadas com Pandemrix durante a última pandemia de gripe AH1N1.

O fenômeno levou às autoridades de saúde finlandesas a interromper o uso da vacina de forma preventiva até determinar seus possíveis efeitos colaterais.

A narcolepsia é uma doença neurológica pouco comum que provoca alteração grave do sono, fazendo com que a pessoa durma sem motivo durante várias vezes ao dia.

As causas são desconhecidas, mas os cientistas consideram que é produto de uma combinação de fatores genéticos e ambientais, incluindo as infecções.

Estudo do instituto THL, entre 2009 e 2010, diagnosticou 60 casos de narcolepsia em crianças e adolescentes finlandeses com idades entre quatro e 19 anos, dos quais 52 (quase 90%) haviam recebido a vacina contra o vírus AH1N1 com Pandemrix.

"A associação observada é tão evidente que é pouco provável que outros fatores possam explicar plenamente o fenômeno", assinalaram os responsáveis do estudo em comunicado.

A maior parte dos quadros de narcolepsia aparece em crianças entre quatro e 15 anos, enquanto não detectaram nenhum caso em menores de quatro anos nem em jovens maiores de 19 anos.

"Com base nas análises preliminares, o risco de contrair narcolepsia em indivíduos entre quatro e 19 anos que foram vacinadas se multiplicou por nove, em comparação com os que não receberam a vacina", acrescentou o comunicado.

Para o instituto THL, a causa mais provável do fenômeno é o efeito conjunto da vacina com algum outro fator, por isso que nos próximos meses serão realizadas novas pesquisas de caráter epidemiológico, imunológico e genético.

Além da Finlândia, até o momento Suécia e Islândia detectaram aumento anormal de casos de narcolepsia infantil possivelmente relacionado à vacina Pandemrix, embora estejam realizando estudos adicionais em outros nove países da União Europeia
Vacina contra gripe multiplica risco de contrair narcolepsia


A vacina contra a gripe AH1N1 --também conhecida como gripe suína-- Pandemrix, fabricada pela companhia farmacêutica GlaxoSmithKline, aumenta o risco de contrair narcolepsia infantil, aponta um estudo do THL (Instituto Nacional de Saúde e Bem-estar da Finlândia) publicado nesta terça-feira em Helsinque.

O instituto THL iniciou uma investigação em agosto para investigar a possível relação entre esta vacina e a narcolepsia, depois da detecção desta doença em 17 crianças finlandesas vacinadas com Pandemrix durante a última pandemia de gripe AH1N1.

O fenômeno levou às autoridades de saúde finlandesas a interromper o uso da vacina de forma preventiva até determinar seus possíveis efeitos colaterais.

A narcolepsia é uma doença neurológica pouco comum que provoca alteração grave do sono, fazendo com que a pessoa durma sem motivo durante várias vezes ao dia.

As causas são desconhecidas, mas os cientistas consideram que é produto de uma combinação de fatores genéticos e ambientais, incluindo as infecções.

Estudo do instituto THL, entre 2009 e 2010, diagnosticou 60 casos de narcolepsia em crianças e adolescentes finlandeses com idades entre quatro e 19 anos, dos quais 52 (quase 90%) haviam recebido a vacina contra o vírus AH1N1 com Pandemrix.

"A associação observada é tão evidente que é pouco provável que outros fatores possam explicar plenamente o fenômeno", assinalaram os responsáveis do estudo em comunicado.

A maior parte dos quadros de narcolepsia aparece em crianças entre quatro e 15 anos, enquanto não detectaram nenhum caso em menores de quatro anos nem em jovens maiores de 19 anos.

"Com base nas análises preliminares, o risco de contrair narcolepsia em indivíduos entre quatro e 19 anos que foram vacinadas se multiplicou por nove, em comparação com os que não receberam a vacina", acrescentou o comunicado.

Para o instituto THL, a causa mais provável do fenômeno é o efeito conjunto da vacina com algum outro fator, por isso que nos próximos meses serão realizadas novas pesquisas de caráter epidemiológico, imunológico e genético.

Além da Finlândia, até o momento Suécia e Islândia detectaram aumento anormal de casos de narcolepsia infantil possivelmente relacionado à vacina Pandemrix, embora estejam realizando estudos adicionais em outros nove países da União Europeia


Leia outras matérias desta seção
 » Vacinação: Perguntas e Respostas
 » Coronavírus :em nossas UTIs as mortes são altas
 » Melatonina uma muralha contra o covid19 no pulmão
 » Coronavírus: A nova variante mais contagiante
 » Coronavírus: Cientistas da USP fazem um panorama da situação
 » Alimentos que reduzem o colesterol e o triglicérides
 » Droga experimental pode reverter problemas na memória
 » Teste do covid19 pela saliva
 » Coronavírus: inflamassomas
 » O calor veio para ficar
 » Artrite reumatóide x hemopressina
 » Cirurgia combinada catarata mais buraco macular
 » Coronavírus o que temos hoje para combater
 » Própolis vermelha é anticancerígena
 » Catarata: proteína pode estar ligada a ela
 » Coronavírus: Vitamina D ajuda
 » Bactérias da Antartica contra o câncer
 » Corticóides contra o coronavírus
 » Zolgensma o absurdo de US$ 2 milhões
 » Com tratamento precoce risco de morte cai


Voltar