» Colunas » Saúde

11/02/2011
Hipoglicemia: como tratar

Noticias

Como prevenir, identificar e tratar uma crise
10/2/2011 - LAHAD

Pessoas com diabetes em tratamento com insulina ou com medicamentos orais estão sujeitas a crises hipoglicêmicas. A revisora de textos Rosana Visconti tem diabetes tipo 2 e já passou por essa situação algumas vezes. Recentemente levou um susto ao se sentir mal e medir a glicemia: “Em uma madrugada, acordei suando muito, sentindo um mal-estar estranho. Sentei-me na cama, e quase não conseguia me levantar para pegar o glicosímetro. Depois de muito esforço, consegui ver em quanto estava a minha glicemia: 14 mg/dl”, conta Rosana.
A Dra. Denise Reis Franco, endocrinologista, explica que a hipoglicemia ocorre quando o açúcar no sangue está abaixo da faixa considerada normal (60mg/dl). “Isso acontece quando há um desequilíbrio entre a quantidade de açúcar e a quantidade de insulina no nosso corpo”, explica a especialista.

Identificando Sintomas

A Dra. Denise Franco diz que os sintomas podem variar bastante de um paciente para outro. Pessoas com diabetes podem apresentar hipoglicemias leves e moderadas com alguma freqüência e, se não tratadas a tempo, podem evoluir para um quadro mais grave de coma hipoglicêmico.
Os sintomas de hipoglicemia são:

* Confusão mental, comportamento anormal, irritabilidade, agressividade ou também lentidão;
* Incapacidade para realizar coisas comuns, como somar 2 + 2;
* Distúrbios visuais, como visão dupla ou turva;
* Tontura;
* Palpitação;
* Tremores;
* Suor excessivo;
* Fome;
* Sonolência.

A endocrinologista alerta que alguns dos sintomas de hipoglicemia mais leve podem ser vistos em outras situações de estresse. “Por isso, é importante verificar a glicemia durante o aparecimento de alguns desses sintomas para realizar o tratamento adequado”, sugere a médica.

Quando a pessoa com diabetes tem uma hipoglicemia mais severa, pode até mesmo ter perda de consciência. Ou seja, acontece o coma hipoglicêmico, uma situação que deve ser evitada. “Na hipoglicemia severa o valor da glicemia está abaixo de 36mg/dl, ou o paciente não perdeu a consciência, mas precisa de ajuda para se recuperar”, ensina a endocrinologista.
Como Tratar a Crise

A Dra. Denise explica que há diferença no tratamento da hipoglicemia, dependendo do estado do paciente:

Paciente acordado, consciente: Repor carboidratos com 5 a 6 balas, ou 150 ml de suco de laranja, ou 1 copo de refrigerante não dietético, ou 2 colheres de açúcar. Procure não fornecer alimentos como chocolate e bolos com cobertura, que demoram mais para elevar a glicemia. Após 10 minutos da ingestão dos alimentos, verificar a taxa da glicemia. Se ela continuar baixa, repetir o procedimento.

Paciente desacordado, inconsciente: Não se pode fornecer alimentos. Aplique glucagon via subcutânea, conforme orientação dada por seu médico ou enfermeiro. Este hormônio tem ação oposta à insulina, ou seja, eleva a glicemia. Geralmente usa-se uma ampola para adultos, e meia ampola para crianças. Levar a pessoa com diabetes ao pronto-socorro, para aplicação de glicose endovenosa. Caso não consiga transportar o paciente, chamar um pronto-atendimento.
Conseqüências da Hipoglicemia

Segundo a Dra. Denise, um dos problemas mais comuns, depois de uma crise hipoglicêmica, é a hiperglicemia causada pelo excesso de carboidratos. Ela ressalta que, na maioria das vezes, a pessoa se recupera do evento sem seqüelas. “O problema maior ocorre com hipoglicemias mais graves, com perda de consciência, que podem até levar à morte, embora isso seja bastante raro. Um episódio de hipoglicemia severa prolongado pode favorecer lentidão de pensamento e perda de memória momentânea que, em geral, é recuperada”, explica.
Evitando Crises

A endocrinologista Denise Reis Franco dá algumas recomendações para se evitar crises de hipoglicemia:

* Tenha o hábito de monitorar a glicemia, pois o ajuste da dose de insulina e a correção adequada podem evitar episódios de hipoglicemias severas.
* Procure informar às pessoas que convivem com você como reconhecer os sintomas de hipoglicemia e como corrigi-la.
* Se praticar atividades físicas, acostume-se a monitorar a glicemia mais freqüentemente. Lembre-se de que o exercício pode facilitar o aparecimento das hipoglicemias até várias horas após o término. Se praticar atividades físicas por várias horas, procure se alimentar e verificar a glicemia antes, durante e após o exercício.
* Tenha sempre com você uma fonte rápida de carboidrato, como balas ou suplementação de glicose (sachês de mel ou glicose).
* Cuidado com a ingestão de álcool sem se alimentar, pois isso pode baixar a glicemia. Se você não está com o glicosímetro e tem sintomas, trate como se fosse uma hipoglicemia.
* Se os episódios de hipoglicemia forem freqüentes, converse com seu médico para ajustar a dose da medicação para o diabetes

Fonte : Liga acadêmica de diabetes e hipertensão




Leia outras matérias desta seção
 » Guaraná contra o diabetes tipo 2
 » Nova terapia para o mal de Parkinson
 » Coronavírus são seis tipos com sintomas diferentes
 » Coronavírus: teste pelo plano de saúde
 » A pandemia e a depressão em crianças
 » Coronavírus x tipo sanguineo
 » Pomada para feridas diabéticas
 » Coronavírus:Omega 3 x Covid19
 » Reumatismo e seus vários tipos
 » Colesterol alto x coronavírus
 » Coronavírus:Imunidade cruzada
 » Coronavírus: Porque os Diabéticos correm mais risco
 » Canabidiol desenvolvido na USP chega às farmácias
 » Espinheira santa
 » Coronavírus: Pneumonia silenciosa
 » Coronavírus: Ar condicionado pode espalhar
 » Fakes sobre o coronavírus
 » Coronavírus: Doenças crônicas
 » Alcool gel exige cuidados
 » Coronavírus e o Oxímetro


Voltar