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18/02/2011
Diabetes nas mulheres

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Mulheres Diabéticas
17/2/2011 - Médicos de Portugal

Um duplo desafio é o que enfrentam as mulheres diabéticas na idade da menopausa: é que o desequilíbrio hormonal interfere com os níveis de açúcar no sangue, aumentando o risco de complicações. A boa notícia é que é possível gerir esse risco.

A menopausa constitui uma etapa importante na vida de uma mulher, ditando o momento em que ela deixa de poder ter filhos. Não acontece, porém, de um dia para o outro, sendo antes um processo que se prolonga por alguns anos. E que começa algures entre os 40 e os 50 anos.

É um processo lento associado à diminuição de produção das hormônios relacionadas com a gravidez - a progesterona e o estrogênio. Os ovários vão deixando de libertar óvulos mensalmente, e as irregularidades menstruais dão o primeiro sinal da menopausa, que se considera instalada ao fim de um ano sem período.

Há mulheres que vivem esta transição sem grandes incômodos, mas para muitas outras é uma fase difícil, com a instabilidade hormonal a produzir efeitos em todo o organismo, incluindo a nível psicológico e emocional. E, para as mulheres com diabetes, pode ser particularmente complicado.

Tudo porque as hormônios femininas interferem com uma outra hormônios - a insulina, envolvida na regulação dos níveis de açúcar no sangue (glicemia). O estrogênio e a progesterona afetam o modo como as células respondem à insulina, com as flutuações hormonais da menopausa a poderem causar quer um aumento da glicemia quer uma diminuição.

E são mudanças pouco previsíveis: é que quando baixa a quantidade de progesterona pode aumentar a sensibilidade à insulina e quando diminui o nível de estrogênios pode subir a resistência à insulina. Significa isto que pode haver um descontrolo, aumentando o risco de a mulher desenvolver complicações associadas à diabetes, de que a doença cardiovascular é uma das principais.

Com a menopausa é frequente haver um ganho de peso, o que pode influenciar a necessidade de insulina.

Abre-se, mais uma vez, a porta a um descontrolo do açúcar no sangue se não houver alteração da medicação e, naturalmente, uma adequada gestão dos quilos a mais.

Outra associação entre a menopausa e a diabetes provém do risco acrescido de infecções. Numa mulher diabética, níveis elevados de açúcar no sangue podem contribuir para o desenvolvimento de infecções urinárias e vaginais, probabilidade que aumenta na menopausa pois a descida de estrogênio diminui as defesas contra bactérias e fungos, facilitando o acesso aos aparelhos genital e urinário.

Sensível à menopausa é igualmente o sono: os suores noturnos e os calores dificultam com freqüência uma noite bem dormida.

Ora a falta de sono dá origem a flutuações na glicemia, potenciando novamente um desequilíbrio que é necessário controlar.

Há ainda que contar com uma dupla influência sobre a vida sexual da mulher. Por um lado, a diabetes pode afetar os nervos que revestem a vagina, prejudicando a capacidade de ter um orgasmo; por outro, a menopausa tem como consequência alguma secura vaginal, o que causa desconforto e dor durante as relações sexuais.




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