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12/06/2011
Edema macular, nova droga

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8/6/2011 - Fonte:    

A cada quatro semanas, os participantes encontraram-se com pesquisadores para exame oftalmológico completo

Pesquisadores do Wilmer Eye Institute da Universidade Johns Hopkins School of Medicine concluiram um estudo clínico multicêntrico humano para o tratamento do edema macular diabético com mecamilamina, uma droga tópica desenvolvido por uma empresa de biotecnologia. Os resultados revelaram que a droga é segura e promoveu melhorias na visão global dos pacientes e também teve efeitos biológicos na retina.

Uma investigação pré-clínica com ratos diabéticos mostrou que a mecamilamina tinha a capacidade de interromper o processo que contribui para o desenvolvimento e a progressão do edema macular diabético. Com base nestes resultados, os investigadores estavam interessados em medir a segurança e eficácia desta droga em pacientes humanos. No estudo da Universidade Johns Hopkins, os participantes com edema macular diabético foram convidados a receber colírio com mecamilamina duas vezes por dia durante 16 semanas. A cada quatro semanas, os participantes encontraram-se com pesquisadores para realizar um exame oftalmológico completo para monitorar e controlar as alterações oculares.

Na conclusão da pesquisa, aproximadamente 40% dos participantes apresentaram melhora significativa na visão global.

"O tratamento também mostrou efeitos biológicos na retina, indicando que a droga foi capaz de ganhar acesso aos vasos da retina após aplicação tópica no olho", disse o pesquisador principal do estudo, Peter Campochiaro.

Nos voluntários da pesquisa, aproximadamente 40% não mostraram nenhuma mudança, e cerca de 20% apresentaram piora do quadro. A variação na resposta ao tratamento apoia a observação de que os medicamentos e terapias têm uma taxa de resposta de menos de 100%, provavelmente devido à constituição genética ou fatores desconhecidos sobre a doença. Estes resultados também enfatizam a noção de que as múltiplas opções de tratamento para o edema macular diabético devem ser exploradas para complementar a investigação em curso.

"A segurança e os sinais de início do efeito do tratamento resultantes deste estudo podem criar um forte interesse no desenvolvimento de múltiplas opções de tratamento que são acessíveis e podem ser auto-administradas, ajudando a aliviar até os encargos da prestação de cuidados de saúde", disse Barbara Araneo, diretora de investigação do Juvenile Diabetes Research Foundation (JDRF), que financiou o estudo.



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