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14/09/2011
Insulina, o hormonio que salva

Até 1921, o diagnóstico de diabetes insulino-dependente equivalia a um atestado de óbito, após penosos dias de perda de peso, desidratação e coma. Não havia como manter a vida, uma vez que o pâncreas interrompia a produção de insulina. Mesmo com a privação do alimento até o jejum, mesmo com longas internações, mesmo com toda a medicina alternativa, nada continha a elevação da glicose no sangue, que causava diurese maciça, desidratação, caquexia e coma. Faltava a insulina que transporta a glicose para dentro das células e armazena os nutrientes. Faltava o maior hormônio anabólico, que garante as reservas de glicose e energia que possibilitam a vida.

 

A descoberta da insulina foi um dos mais importantes avanços da medicina de todos os tempos e foi alcançado em 1921, na Universidade de Toronto, pelo cirurgião Frederick Banting e pelo estudante de medicina Charles Best, rendendo a eles o Prêmio Nobel de Fisiologia daquele ano. Eles conseguiram isolar o hormônio através de extratos de pâncreas de cães e o testaram inicialmente nesses animais. Em 12 de Janeiro de 1922, a insulina foi aplicada pela primeira vez em um paciente chamado Leonard Thompson. Na ocasião, o garoto tinha 14 anos e pesava 30 kg. O efeito do remédio foi tão maravilhoso neste paciente que os pesquisadores acreditaram que tinham chegado à cura da doença.

Desde a sua descoberta a insulinoterapia evoluiu bastante. Não é tão simples quanto repor hormônios tireoideanos, não é polêmica como o uso dos hormônios masculinos na mulher, nem trás riscos como a reposição hormonal na menopausa. Na verdade, a insulina foi a mais impactante e maravilhosa possibilidade de vida com qualidade para os pacientes diabéticos. Atualmente, ela possibilita uma dieta mais flexível e versátil para esses pacientes, através de um perfil de ação mais regular e previsível. Apesar de injetável, os sistemas de aplicação modernos são praticamente indolores e possibilitam um perfil glicêmico próximo ao normal.

Com a insulina, foi possível a manutenção da vida, mas as complicações crônicas advindas do controle glicêmico inadequado, a longo prazo, só puderam ser evitadas com as modernas técnicas de purificação e controle da ação do hormônio. Atualmente, nossas insulinas não produzem lesões de pele, não induzem à formação de anticorpos e permitem aos diabéticos um controle glicêmico que os salva também das complicações crônicas da doença.

Por Citen - www.citen.com.br



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