» Colunas » Saúde Conteudo Patrocinado por Poliem Industrial

04/11/2011
Atenção contínua é o trunfo contra a neuropatia .

O diagnóstico da neuropatia diabética é feito a partir de uma sequência de exames que devem ser realizados no momento em que o diabético tipo 2 é diagnosticado e após cinco anos do diagnóstico por diabéticos tipo 1. Depois disso, os testes devem ser repetidos anualmente. O diagnóstico precoce permite que o problema seja tratado a tempo e que sua evolução seja desacelerada, explica o endocrinologista Luiz Clemente Rolim, responsável pelo setor de neuropatia diabética do Centro de Diabetes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

"O exame neurológico e os testes para diagnóstico são necessários porque a maioria dos pacientes não percebe os sintomas dessa complicação", explica o médico.

A sequência dos exames começa com o exame neurológico dos pés, composto por testes que visam a verificar os reflexos e as sensibilidades térmica, dolorosa e vibratória. Esse último pode ser realizado com um diapasão ou com um medidor eletrônico chamado biotensiômetro, que oferece resultados mais exatos e quantifica em volts o grau de comprometimento da sensibilidade vibratória, explica Rolim.

Recentemente, alguns consultórios passaram a dispor de um novo equipamento para estudar a variabilidade da frequência cardíaca a partir da respiração e de algumas manobras que vão sendo determinadas pelo médico para o paciente executar. Esse equipamento avalia as chamadas fibras C (finas) do coração e é um exame não invasivo e indolor, lembra Rolim.

Com esse conjunto de análises é possível diagnosticar a neuropatia diabética precocemente e a boa notícia é que há como evitar ou retardar sua progressão. Isso só acontece, porém, se a neurite (inflamação dos nervos) não estiver avançada, lembra o especialista. Desde o início deste ano, o Brasil já dispõe de um medicamento que tem como base o ácido thióctico, que existe no organismo em baixas quantidades. Até então, o medicamento era importado a alto custo. Esse ácido tem efeito antioxidante e atua como neuromodulador e sua principal função é retardar a evolução da neuropatia. Além disso, em breve estará no mercado um novo medicamento contra a dor da neuropatia. "Em dores leves o tratamento é feito com medidas não farmacológicas, mas dores severas precisam de medicamento específico ou mesmo da associação de até três tipos de analgésicos", explica Rolim.


Diabetes

Leia outras matérias desta seção
 » IMUNIDADE X GRUPOS DE RISCO
 » TIRAR OU NÃO OS SAPATOS ?
 » CÃNCER DE COLO DE ÚTERO = ZERO
 » FISICULTURISTAS X INSULINA PERIGO REAL
 » CART-T X CÂNCER
 » VITAMINAS
 » LEITES X DRC (DOENÇA RENAL CRÔNICA)
 » AUSÊNCIA PATERNA X FILHAS
 » GLP-1
 » FIMOSE FEMININA
 » INFODEMIA
 » INSULINA GLARGINA NO SUS
 » lSUPERGRIPE AVANÇA
 » DOENÇAS INCURÁVEIS X I.A.
 » CONSERVANTES NA COMIDA
 » CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA-CVV
 » A onda dos peptídeos para beleza:
 » Air Fryer causa câncer?
 » MENOPAUSA
 » AGUA MORNA PELA MANHÃ FAZ BEM ?


Voltar