» Colunas » Saúde

05/01/2012
Estudo duvida de eficácia da redução de estômago contra diabetes tipo 2.

Do G1, em São Paulo

Pesquisa inglesa revela que índice de 'cura' é de 41%, não de 80%.
Só há remissão quando glicose se mantém normal por 1 ano após operação

Um novo estudo do Imperial College de Londres publicado na revista científica "British Journal of Surgery" reavalia os casos de cirurgia de redução de estômago em que houve "cura" da diabetes tipo 2.

Os pesquisadores, liderados por Carel le Roux, usaram critérios mais rígidos e descobriram que a remissão da doença ocorreu em no máximo 41% dos casos, e não 80%, como apontavam estudos anteriores.

Recentemente, a Associação Americana de Diabetes reuniu um grupo de especialistas para chegar a um acordo sobre como definir se um paciente ficou livre da diabetes. Os médicos classificam "remissão completa" como o retorno às taxas normais de metabolismo da glicose sem necessidade de tomar medicação durante o período de pelo menos um ano após a operação.

Foram revistos dados prévios de 209 pacientes com diabetes tipo 2 submetidos a três tipos diferentes de procedimentos para perda de peso. Os maiores índices de retrocesso da glicose no sangue ocorreram com o bypass (desvio) gástrico, tipo considerado mais eficaz.

No bypass, é feito um grampeamento do estômago e criada uma pequena bolsa estomacal na parte superior, que é então ligada diretamente ao intestino delgado, ignorando a maior parte do estômago e do duodeno (primeira parte do intestino delgado).

Na gastrectomia vertical (sleeve), que envolve a remoção cirúrgica de uma parte do estômago, a cura foi de 26%, e na banda gástrica, em que um anel é colocado em parte do estômago, os resultados chegaram a 7%. Esses números, porém, são baseados em grupos menores de pacientes.

Muitos diabéticos que fazem cirurgia de estômago para perder peso descobrem que a doença melhorou ou desapareceu antes mesmo de começarem a perder peso.

A cirurgia de estômago não significa que essas pessoas possam parar de tomar medicação. Os especialistas do estudo acreditam que a cirurgia aliada a remédios tem melhores efeitos do que qualquer tratamento isolado.

Obesidade x diabetes
A obesidade é um fator de risco para diabetes tipo 2. Em todo o mundo, 80% das pessoas com a doença estavam acima do peso ou obesas no momento do diagnóstico.

A diabetes é um problema crônico que afeta todos os sistemas do corpo e é normalmente tratado com injeções de insulina e drogas para controlar as taxas de açúcar no sangue.


G 1

Leia outras matérias desta seção
 » Coronavírus:Omega 3 x Covid19
 » Reumatismo e seus vários tipos
 » Colesterol alto x coronavírus
 » Coronavírus:Imunidade cruzada
 » Coronavírus: Porque os Diabéticos correm mais risco
 » Canabidiol desenvolvido na USP chega às farmácias
 » Espinheira santa
 » Coronavírus: Pneumonia silenciosa
 » Coronavírus: Ar condicionado pode espalhar
 » Fakes sobre o coronavírus
 » Coronavírus: Doenças crônicas
 » Alcool gel exige cuidados
 » Coronavírus e o Oxímetro
 » Coronavírus: Uso do anticoagulante heparina
 » A batata Yacon e o diabetes
 » Coronavírus não é pior que as outras pandemias
 » Coronavírus: Remdesivir - antiviral
 » Coronavírus: veja a posição da sua Cidade no ranking de mortes
 » Anita contra o coronavírus
 » Coronavírus: visão geral


Voltar