» Colunas » Saúde

12/03/2012
Por que o Diabetes e a Depressão costumam caminhar junto ?

Existem evidências crescentes de que o diabetes e a depressão costumam caminhar juntos, como apresentado pelo Dr. Alan M. Jacobson, do Winthrop-University Hospital, Mineola, NY, USA.

As evidências mostradas sugerem que, enquanto a depressão tem, obviamente, origens psicológicas, é possível que exista também um mecanismo fisiológico envolvido.

 

“Existem evidências crescentes, em estudos epidemiológicos e clínicos, sobre o diabetes tipo 1 e 2, que associam o diabetes e depressão em taxas maiores do que o esperado. Os fatores específicos de causa, sua contribuição relativa e os caminhos envolvidos nessa alta co-morbidade permanecem não esclarecidos,” explica o Dr. Jacobson. Ele também explica que como o diabetes exige muito do indivíduo e pode ser uma sobrecarga durante seu longo curso na vida do paciente, podendo ainda ser pior com a progressão das complicações severas, há tempos se assume que os problemas pisicossociais relacionados são considerados como fatores chave para depressão associada com o diabetes. “Também, existe um grande número de estudos que sugerem mecanismos alternativos ligando a depressão e o diabetes. Realmente, essa relação pode ser devida à sobreposição de diversos fatores que levam à incidência e prevalência das duas condições e podem refletir numa troca onde uma condição estabelece o campo para que a outra ocorra ,estabelecendo-se assim um ciclo bidirecional,” conta o Dr. Jacobson.

 

Enquanto os fatores e suas contribuições relativas ainda não são bem entendidos e permanecem complexos, algumas pesquisas de hoje oferecem pistas iniciais sobre as possíveis fontes desta co-morbidade.

Os efeitos do diabetes na estrutura e função do cérebro serão examinados. Entre os indivíduos com diabetes, foram encontradas mudanças estruturais e neuroquímicas nas regiões do cérebro, envolvidas na regulagem do humor. Elas oferecem um possível mecanismo, pelo qual fatores metabólicos, como níveis de glicose no sangue persistentemente elevados, poderiam agir e causar a depressão.

 

O Dr. Jacobson destaca que, em qualquer avaliação deste desse tipo, é importante reconhecer que enquanto o diabetes tipo 1 (T1DM) e o tipo 2 (T2DM) têm diversas complicações em comum e compartilham mecanismos subjacentes em termos de complicações, existem fatores importantes que diferenciam as duas condições e, assim, seu elo com as respostas relacionadas com o cérebro. Dentre eles podemos citar o papel especial da obesidade, resistência à insulina e inflamação relacionada, associados com o T2DM e a taxa maior de casos de hipoglicemia severa no T1DM.

 

“O momento de aparição da doença também pode influenciar os efeitos que as diferentes formas de diabetes exercem sobre o cérebro,” explica o Dr.Jacobson. “Ainda, a depressão é comumente associada com mudanças no estilo de vida que podem predispor certos indivíduos ao desenvolvimento da obesidade e do T2DM. Também, a depressão não é uma entidade única e engloba diversos fenômenos, desde disforia intermitente e crônica até clara depres-são clínica.”

 

Durante sua apresentação, o Dr. Jacobson discutiu os fatores mais relevantes, revisou as evidências para cada um desses achados, desenvolvendo um suposto modelo ou modelos relacionando essas condições. Esses fatores incluem os efeitos da hiperglicemia na estrutura do cérebro e o papel de níveis alterados de glutamato com um possível efeito de excitotoxicidade em estruturas corticais, envolvidas na regulagem do humor.

 

“Ao testarmos alguns modelos é possível ampliar o entendimento da conexão entre o diabetes e a depressão e oferecer uma base para a consideração de importantes fontes desta alta associação . Ainda, essa abordagem pode ter relevância para o entendimento da alta associação da depressão com outras condições médicas onde fatores psicossociais e fatores biomédicos podem exercer seus papéis,” explica ele. “Essa discussão poderá ajudar a melhorar o entendimento e os pontos ainda obscuros que precisam ser observados em futuros estudos e também irá estimular idéias sobre as implicações para a intervenção clínica,” conclui o Dr. Jacobson.

Os efeitos do diabetes na estrutura e função do cérebro serão examinados. Entre os indivíduos com diabetes, foram encontradas mudanças estruturais e neuroquímicas nas regiões do cérebro, envolvidas na regulagem do humor. Elas oferecem um possível mecanismo, pelo qual fatores metabólicos, como níveis de glicose no sangue persistentemente elevados, poderiam agir e causar a depressão.

 

O Dr. Jacobson destaca que, em qualquer avaliação deste desse tipo, é importante reconhecer que enquanto o diabetes tipo 1 (T1DM) e o tipo 2 (T2DM) têm diversas complicações em comum e compartilham mecanismos subjacentes em termos de complicações, existem fatores importantes que diferenciam as duas condições e, assim, seu elo com as respostas relacionadas com o cérebro. Dentre eles podemos citar o papel especial da obesidade, resistência à insulina e inflamação relacionada, associados com o T2DM e a taxa maior de casos de hipoglicemia severa no T1DM.

 

“O momento de aparição da doença também pode influenciar os efeitos que as diferentes formas de diabetes exercem sobre o cérebro,” explica o Dr.Jacobson. “Ainda, a depressão é comumente associada com mudanças no estilo de vida que podem predispor certos indivíduos ao desenvolvimento da obesidade e do T2DM. Também, a depressão não é uma entidade única e engloba diversos fenômenos, desde disforia intermitente e crônica até clara depres-são clínica.”

 

Durante sua apresentação, o Dr. Jacobson discutiu os fatores mais relevantes, revisou as evidências para cada um desses achados, desenvolvendo um suposto modelo ou modelos relacionando essas condições. Esses fatores incluem os efeitos da hiperglicemia na estrutura do cérebro e o papel de níveis alterados de glutamato com um possível efeito de excitotoxicidade em estruturas corticais, envolvidas na regulagem do humor.

 

“Ao testarmos alguns modelos é possível ampliar o entendimento da conexão entre o diabetes e a depressão e oferecer uma base para a consideração de importantes fontes desta alta associação . Ainda, essa abordagem pode ter relevância para o entendimento da alta associação da depressão com outras condições médicas onde fatores psicossociais e fatores biomédicos podem exercer seus papéis,” explica ele. “Essa discussão poderá ajudar a melhorar o entendimento e os pontos ainda obscuros que precisam ser observados em futuros estudos e também irá estimular idéias sobre as implicações para a intervenção clínica,” conclui o Dr. Jacobson.


Lightswett

Leia outras matérias desta seção
 » Coronavírus :em nossas UTIs as mortes são altas
 » Melatonina uma muralha contra o covid19 no pulmão
 » Coronavírus: A nova variante mais contagiante
 » Coronavírus: Cientistas da USP fazem um panorama da situação
 » Alimentos que reduzem o colesterol e o triglicérides
 » Droga experimental pode reverter problemas na memória
 » Teste do covid19 pela saliva
 » Coronavírus: inflamassomas
 » O calor veio para ficar
 » Artrite reumatóide x hemopressina
 » Cirurgia combinada catarata mais buraco macular
 » Coronavírus o que temos hoje para combater
 » Própolis vermelha é anticancerígena
 » Catarata: proteína pode estar ligada a ela
 » Coronavírus: Vitamina D ajuda
 » Bactérias da Antartica contra o câncer
 » Corticóides contra o coronavírus
 » Zolgensma o absurdo de US$ 2 milhões
 » Com tratamento precoce risco de morte cai
 » Colchicina age contra o coronavírus


Voltar