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10/01/2013
Tumores renais benignos tem tratamento

Estudo consegue diminuir em 55% tamanho de tumores benignos


Este tipo de tumor que se aloja nos rins é uma manifestação da esclerose tuberosa, doença pouco comum e hereditária que só podia ser tratada por meio de cirurgia

 


Médico analisa amostras: graças à pesquisa este tipo de tumor pode ser tratado agora com um tipo de medicamento, que inclusive já está no mercado

Madri - Um grupo de pesquisadores espanhóis conseguiu reduzir em mais de 50% o tamanho dos angiomiolipomas renais, tumores benignos não cancerígenos que tem como principal perigo o risco de hemorragias, que podem levar o paciente à morte.

 

Este tipo de tumor que se aloja nos rins é uma manifestação da esclerose tuberosa, uma doença pouco comum e hereditária que até agora só podia ser tratada por meio de cirurgia.

 

Graças à pesquisa, liderada por cientistas da Rede de Pesquisa Renal (Redinren) e financiada pelo Instituto de Saúde Carlos III, que administra os estudos biomédicos na Espanha, este tipo de tumor pode ser tratado agora com um tipo de medicamento, que inclusive já está no mercado.

Trata-se do rapamicina, um imunossupressor utilizado habitualmente para evitar a rejeição de órgãos transplantados, informou a Redinren. Para chegar a estas conclusões, publicadas na revista "Orphanet Journal of Rare Diseases", os pesquisadores espanhóis desenvolveram testes clínicos em 17 pessoas com angiomiolipomas renais, tratadas durante dois anos com rapamicina.

 

De acordo com a Redinren, devido ao caráter incomum da doença, esta amostra com 17 pacientes foi o teste mais amplo realizado até o momento.

Os resultados mostram que a redução média do volume dos tumores em seis meses foi de 55%, diminuição que além disso se manteve com a passagem do tempo.

 

O mecanismo para conseguir esta redução é o fato da rapamicina inibir a proteína mTOR (na esclerose tuberosa existe uma ativação permanente desta substância).

"A descoberta abre pela primeira vez um caminho para o tratamento específico não invasivo desta doença", declarou a coordenadora do estudo, Roser Torra.


site da Revista Exame

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