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31/01/2013
Vacina contra a Gripe e narcolepsia, fique atento

Estudo reforça associação entre vacina da GSK e narcolepsia Segundo estudo, crianças imunizadas contra a gripe suína têm um risco significativamente aumentado de desenvolverem narcolepsia.

Vacina contra a gripe: conclusões formam o primeiro indício sólido na Grã-Bretanha de que a vacina, chamada Pandemrix, está vinculada à narcolepsia infantil.


Londres - Crianças da Grã-Bretanha imunizadas contra a gripe suína H1N1 com uma vacina do laboratório GlaxoSmithKline têm um risco significativamente aumentado de desenvolverem narcolepsia, um raro distúrbio do sono, segundo resultados de um novo estudo científico.


As conclusões, que ainda não foram publicadas na íntegra, formam o primeiro indício sólido na Grã-Bretanha de que a vacina, chamada Pandemrix, está vinculada à narcolepsia infantil.

Pesquisas na Finlândia, Suécia e Irlanda já havia apontado associações claras nesse sentido, e na semana passada a Reuters noticiou que uma vinculação semelhante era esperada na pesquisa britânica.

O Pandemrix foi administrado a 30 milhões de pessoas, sendo cerca de 6 milhões na Grã-Bretanha, durante a pandemia de gripe de 2009-2010.

Num sumário da pesquisa ao qual a Reuters teve acesso, os cientistas britânicos dizem que "o risco aumentado de narcolepsia após o Pandemrix sugere uma associação causal consistente com os relatos da Finlândia e Suécia".

O sumário mostra que a equipe comandada por Liz Miller, consultora de epidemiologia da Agência de Proteção da Saúde (HPA) do Reino Unido, encontrou um risco quase dez vezes superior para casos do distúrbio do sono entre crianças avaliadas em centros do sono e que haviam sido imunizadas com o Pandemrix.

Uma porta-voz da HPA disse que não poderia confirmar o aumento de dez vezes no risco, mas divulgou nota em nome de Miller dizendo que os resultados sugerem um aumento do risco "consistente com as conclusões de estudos em outros países europeus".

A narcolepsia é um transtorno complexo e que dura a vida toda. Estima-se que haja 200 a 500 casos a cada milhão de pessoas. Os sintomas mais comuns são uma forte sonolência durante o dia, mas em casos mais graves ela também causa pesadelos, alucinações, paralisia no sono e cataplexia - quando fortes emoções provocam uma repentina perda do tônus muscular.

Não há cura conhecida, e os cientistas desconhecem a causa exata da doença, mas especialistas dizem que os sintomas podem ser tratados com uma combinação de drogas que altera o ciclo de sono e vigília.

O laboratório GSK havia informado anteriormente à Reuters que seus dados davam conta de que pelo menos 795 pessoas na Europa desenvolveram narcolepsia em associação com o uso do Pandemrix desde que a vacina começou a ser administrada, em 2009.

Na quinta-feira, a empresa disse que está empenhada em localizar outros casos.

Agência Reuters/Folhaonline


Reuters/Folhaonline

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