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03/11/2006
Solidão à noite gera hormônio do stress

Cortisol, ligado a problemas de saúde, também gera energia para o dia-a-dia

Estudo feito pela Universidade Northwestern revela que pessoas na meia idade que vão dormir tristes ou solitárias experimentam níveis altos de cortisol - hormônio do stress - na manhã seguinte. A pesquisa foi realizada com 156 americanos nascidos entre 1935 e 1952, que colheram amostras de saliva três vezes ao dia durante três dias consecutivos e registraram seu estado emocional todas as noites em um diário.

O cortisol, geralmente ligado à depressão, obesidade e problemas de saúde quando em quantidade crônica, também injeta no corpo energia para lidar com as sensações ruins no dia-a-dia. A carga energética pode ajudar adultos que vão dormir com sentimentos negativos a levantar no dia seguinte e vivenciar experiências sociais positivas para ajudar a balancear os níveis hormonais.

A professora assistente da universidade Emma Adam, responsável pelo estudo, afirma que o cortisol é necessário para a sobrevivência. 'Flutuações desse hormônio nos auxiliam a cumprir as mutantes demandas que enfrentamos em nossas vidas diárias.'

Os dados analisados por Adam e pesquisadores em Chicago e na Alemanha mostram que as mudanças nesse padrão de um dia para o outro estão interligadas com alterações nas experiências cotidianas.

Muitas vezes caracterizado como negativo, já que em doses elevadas tende a ser prejudicial à saúde, o cortisol, em curto prazo, é adaptável e útil, de acordo com o estudo.

A pesquisa descobriu, ainda, que pessoas que vivenciam sentimentos de raiva durante o dia têm doses maiores de stress na hora de dormir. 'Níveis altos de cortisol à noite são um sinal biológico de um dia ruim', afirma a professora. Níveis do hormônio são geralmente altos no momento em que se acorda, crescem na meia hora seguinte e tendem a cair no decorrer do dia.

Além de ficar à mercê das experiências humanas diárias, o estudo mostra que o cortisol também pode influenciá-las. Indivíduos com baixos níveis de stress de manhã sofrem de fadiga durante o dia, um resultado com potencial para explicar a fadiga crônica.

A professora Emma Adam explica que os sistemas de stress são desenhados para traduzir experiências sociais em ações biológicas. 'São um conduíte do mundo externo ao mundo interno para que possamos reagir melhor ao nosso contexto social.'


O Estado de São Paulo

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