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08/10/2014
Ebola

O que é ebola?

Ebola é uma doença viral aguda que causa febre hemorrágica. É causada por três das cinco espécies dentro do gênero.

Duas espécies são capazes de infectar seres humanos, mas não parecem causar a doença.

Os outros três podem causar graus variáveis de doença. O vírus Ebola Zaire é a estirpe mais mortal, e tem sido identificada como a causa do surto atual.

Em epidemias anteriores, esta estirpe teve uma taxa de mortalidade de 90%.

A origem


A origem do vírus é incerta. Mas alguns especialistas acreditam que os morcegos podem abrigar o vírus em seu trato intestinal.

Os primeiros seres humanos infectados e que espalharam a doença provavelmente caçaram e comeram um animal infectado.

A epidemia atual


Este já é considerado o maior surto desde que o vírus ebola foi descoberto há quase 40 anos.

O surto foi declarado em março, na Guiné. Desde então, a doença se espalhou para a Libéria, Serra Leoa e Nigéria e matou 60% dos infectados.

São 1323 pessoas infectadas e 887 mortes, segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Cerca de 60 mortes foram de trabalhadores de saúde que procuravam controlar a doença.

Os sintomas


Após o contágio, o paciente pode demorar até 21 dias antes de manifestar a doença.

Os sinais são semelhantes aos da gripe, incluindo dores abdominais, febre, vômitos e diarreia.

O quadro se agrava com a desidratação, insuficiência do fígado e dos rins, e hemorragia.

Transmissão


O vírus é transmitido diretamente pelo contato direto com sangue ou fluidos corporais dos infectados, inclusive dos mortos.

O contágio é maior quando os pacientes já estão em estágios terminais, com hemorragia interna e externa, vômitos e diarreia, que contêm altas concentrações do vírus.
O tratamento


Não há um remédio específico para a doença. Os sintomas costumam ser tratados separadamente.

Por exemplo, o soro intravenoso pode evitar a desidratação, enquanto um antitérmico diminui a febre. Já os analgésicos podem diminuir as dores.

Aqueles que têm a doença identificada e recebem tratamento mais cedo têm mais chances de sobreviver à infecção.

Infelizmente, como os sintomas são genéricos e parecidos com de outras doenças, o diagnóstico pode demorar.

Como se proteger


A melhor forma de se proteger da doença é evitar os locais onde há surto de ebola.

Entre as recomendações do ministro da Saúde, Arthur Chioro, para quem tiver de viajar para estes países estão, por exemplo, seguir recomendações que serão dadas pelas autoridades sanitárias locais.

Epidemia global


O risco de o vírus ser disseminado da África para a Europa, Ásia ou para as Américas é extremamente baixo, de acordo com especialistas em doenças infecciosas.

Medicação


Herve Raoul, especialista em patógenos e pesquisador do Instituto Médico Francês de Saúde, disse à AFP que o ideal é desenvolver um antiviral que ajude os doentes a superar a fase mais aguda da doença.

No entanto, essa medicação não existe hoje.

Atualmente, os especialistas só podem aconselhar medidas preventivas, como isolar os infectados, tomar precauções para evitar o contato com fluidos corporais e enterrar os mortos com rapidez.

O professor belga Peter Piot, um dos descobridores do vírus ebola, descartou uma epidemia fora do continente africano, em entrevista à AFP.

Mesmo que um portador do ebola viaje até Europa, Estados Unidos ou outra região da África, o cientista não acredita que isto possa causar uma epidemia importante, pois a infecção requer um contato muito próximo.

Mas Piot pediu que as vacinas e os tratamentos, promissores nos animais, sejam testados em humanos.

Vacina experimental


Pesquisadores americanos planejam testar, em breve, uma vacina experimental contra o ebola.

Se bem sucedida, poderá imunizar até 2015 trabalhadores de saúde, que estão na linha de fogo da epidemia.

No próximo mês, os Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos começarão os testes em humanos da vacina, que já é promissora nas experiências em macacos.

Fronteiras fechadas


Guiné, Libéria e Serra Leoa anunciaram na sexta-feira (2) que vão colocar em quarentena a região fronteiriça comum, onde surgiu o último surto do vírus ebola.

O anúncio foi feito durante uma reunião de emergência para discutir a epidemia e depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertar que o ebola pode provocar uma perda catastrófica de vidas e prejuízos econômicos, caso a epidemia não seja controlada.

Não há mercado para a vacina


Segundo a AFP, até agora não se conseguiu convencer as companhias farmacêuticas a investir em uma vacina contra o ebola.

Andrea Marzi e Heinz Feldmann, do instituto de virologia NIAID, disseram em artigo publicado em abril que, com surtos esporádicos que costumam afetar um pequeno número de pessoas na África, não existe um mercado comercial para uma vacina contra a doença.

 

Últimas notícias

O sexo pode manter a epidemia de ebola viva mesmo depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma área livre da doença, disse um dos descobridores do vírus mortal nesta terça-feira.

A OMS espera anunciar até o fim desta semana que o ebola foi erradicado da Nigéria e do Senegal depois de 42 dias sem infecções, período padrão para se declarar a extinção de um surto e o dobro do período máximo de incubação do vírus.

Entretanto, parece que a febre hemorrágica pode durar muito mais no sêmen.

“Em um homem convalescente, o vírus pode persistir no sêmen por até 70 dias; um estudo indica que podem ser mais de 90 dias”, afirmou a OMS em um boletim informativo na segunda-feira.

“Certamente, é preciso aconselhar os sobreviventes a usar camisinha, a não fazer sexo sem proteção, durante 90 dias”, disse Peter Piot, professor de Higiene e Medicina Tropical da London School e um dos descobridores do ebola em 1976.

“Se fôssemos aplicar a regra para o dobro do período, seriam 180 dias – seis meses. Acho que isso (90 dias) provavelmente é um compromisso a se assumir, por questões práticas”, afirmou ele em uma entrevista coletiva em Genebra.

O ebola é transmitido por fluidos corporais, como sangue e saliva, mas também foi detectado no leite materno e na urina, assim como no sêmen, disse a OMS. Mas o vírus inteiro e vivo jamais foi isolado a partir do suor.

Mais de 3.400 pessoas tiveram suas mortes por ebola confirmadas no pior surto já registrado da doença, a maioria na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa, todos países do oeste da África

 

Fonte:

 

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/virus-do-ebola-pode-sobreviver-no-semen-por-cerca-de-90-dias-diz-oms



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