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16/11/2014
Risco de pacientes desenvolverem diabetes pós-transplante renal

 

Estudo realizado na Universidade de Michigan (University of Michigan Health System), nos Estados Unidos, revela que o risco de pacientes desenvolverem diabetes melittus pós-transplante renal (DMPT) pode ser reduzido a partir da adoção de uma imunossupressão de manutenção sem utilização de corticosteróides.

A imunossupressão é o ato de reduzir a atividade ou eficiência do sistema imunológico. As drogas utilizadas na imunossupressão evitam que o paciente transplantado rejeite o novo órgão. O procedimento é necessário uma vez que o órgão transplantado é entendido como um “corpo estranho” pelo sistema de defesa do paciente. Se a imunossupressão não for realizada, o órgão pode ser “atacado” pelo sistema de defesa do paciente e ser destruído. Dentre as drogas imunossupressoras, o corticosteróide é das mais utilizadas, outros exemplos são o tacrolimus, a cilosporina e o micofenolato.

A DMPT é uma das conseqüências negativas que podem ocorrer como resultado da terapia imunossupressora aplicada em pacientes submetidos a transplante de órgãos. Para analisar se o tipo de droga imunossupressora prescrita após o transplante renal pode influenciar o risco de desenvolver esta forma de diabetes, o pesquisador Fu Luan e colaboradores avaliaram os resultados de mais de 25 mil pacientes submetidos a transplante renal sem diabetes prévia, entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006.

Os pacientes foram divididos em dois grupos um com terapia imunossupressora sem corticosteróides (6922 pacientes) e outro com corticosteróides (18.915 pacientes). Os grupos foram avaliados durante três anos e a incidência média de DMPT foi de 16,2%. O grupo com utilização de corticosteróides teve uma incidência estatisticamente maior de DMPT que aqueles nos quais o corticosteróide não foi prescrito (17,7% contra 12,3%). No geral, o uso de corticosteróide aumentou em 42% o risco de desenvolver DMPT quando comparado ao tratamento anti-rejeição em que ele não foi utilizado.

Outra observação feita pelos pesquisadores foi que o DMPT foi 25% mais frequente quando, na ausência de corticosteróide, a imunossupressão era baseada na associação de tacrolimo e micofenolato de mofetil (ou micofenolato sódico) comparativamente a associação de ciclosporina e micofenolato de mofetil (ou micofenolato sódico).

Os pesquisadores relatam que esses resultados estão de acordo com a literatura que já indicava que uma terapia imunossupressora sem corticosteróide diminui o risco de diabetes pós-transplante, com consequente redução do risco cardiovascular global em pacientes transplantados renais.

Fonte: MedWire (http://www.medwire-news.md/)


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