» Colunas » Saúde

24/07/2015
Câncer de mama na menopausa

Dois medicamentos produzidos de forma genérica e barata se mostraram relativamente eficazes para limitar os riscos de reincidência do câncer de mama entre as mulheres na menopausa - apontam dois estudos britânicos publicados nesta sexta-feira na revista especializada The Lancet.

Estes estudos "sugerem que duas classes diferentes de medicamentos, os inibidores de aromatase (IA) e os bifosfatos, podem cada um melhorar as perspectivas de sobrevida para as mulheres na menopausa quem têm câncer de mama em fase inicial", informou a revista médica britânica.

Os inibidores de aromatase (IA) correspondem a um novo tipo de terapia hormonal, tratamento que tem por princípio impedir a ação estimulante dos hormônios femininos nas células cancerígenas.

Estes tratamentos são dirigidos aos tumores "hormonossensíveis", ou seja, sensíveis aos hormônios - cerca de 80% do total de cânceres de mama.

Pesquisadores de um grupo de pesquisa britânico sobre o câncer de mama (EBCTCG) se debruçaram sobre nove estudos sobre os IA que dizem respeito a um total de 30 mil mulheres para descobrir que estes medicamentos poderiam fornecer melhores resultados que o tratamento padrão, feito com tamoxifeno.

"Em comparação com o taximofeno, o fato de tomar os IA durante cinco anos reduziu a possibilidade de reincidência do câncer por volta de um terço (30%) e limitou o risco de morte por câncer de mama em cerca de 15% sobre os dez anos que se seguiram desde o início do tratamento", afirmou The Lancet.

Para o principal autor do trabalho, Mitch Dowsett (Royal Marsden Hospital de Londres), os IA oferecem "uma proteção significativamente maior do que a dada pelo tamoxifeno".

Mas estes tratamentos têm efeitos secundários (ondas de calor, dores nas articulações, cansaço, perda óssea) e é preciso acompanhar de perto a administração do medicamento, ressaltou Dowsett.

O segundo trabalho (análise de 26 testes com quase 20 mil mulheres envolvidas) mostra que os bifosfatos, medicamentos contra a osteoporose, reduzem os riscos de ocorrência de metástases ósseas entre as mulheres na menopausa que tiveram câncer de mama.

Entre estas, a administração de bifosfatos permite reduzir em 28% o risco de metástase óssea e reduz em 18% o risco de morte nos 10 anos após o diagnóstico de câncer de mama - segundo o estudo.

Para Richard Gray (Universidade de Oxford), que participou dos dois estudos, "estes dois medicamentos genéricos e acessíveis podem contribuir para a redução da mortalidade por câncer de mama entre as mulheres na menopausa".

Os dois tratamentos também são complementares, já que o principal efeito secundário dos IA é a perda óssea que os bifosfatos permitem corrigir, explicou.

 


Site Revista Exame

Leia outras matérias desta seção
 » Coronavírus: inflamassomas
 » O calor veio para ficar
 » Artrite reumatóide x hemopressina
 » Cirurgia combinada catarata mais buraco macular
 » Coronavírus o que temos hoje para combater
 » Própolis vermelha é anticancerígena
 » Catarata: proteína pode estar ligada a ela
 » Coronavírus: Vitamina D ajuda
 » Bactérias da Antartica contra o câncer
 » Corticóides contra o coronavírus
 » Zolgensma o absurdo de US$ 2 milhões
 » Com tratamento precoce risco de morte cai
 » Colchicina age contra o coronavírus
 » Tuberculose novos fármacos para o futuro
 » Coronavírus: perda repentina do olfato
 » Coma Ovo.....ou não ?
 » Guaraná contra o diabetes tipo 2
 » Nova terapia para o mal de Parkinson
 » Coronavírus são seis tipos com sintomas diferentes
 » Coronavírus: teste pelo plano de saúde


Voltar