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09/01/2009
Ofegar é mal-interpretado nos ataques cardíacos

Procedimento de reanimação deve ser iniciado imediatamente. Estudo foi conduzido nos Estados Unidos.

Quando uma vítima de ataque cardíaco ofega em busca de ar, as pessoas presentes costumam achar que não é necessário começar o procedimento de reanimação cardiorrespiratória. No entanto, um novo estudo relata que as pessoas ofegantes têm maiores chances de sobreviver – especialmente se receberem compressões no peito imediatamente.

Na edição de dezembro da publicação "Circulation", pesquisadores sustentam que as profissões da saúde precisam ser mais eficazes ao educar pessoas sobre o significado do ofegar. O estudo foi comandado por Bentley J. Bobrowof, da Clínica Mayo do Arizona.

Houve algumas discussões sobre a ocorrência do ofegar em ataques cardíacos e o que isso significa. Alguns espectadores conhecedores de técnicas de reanimação não as iniciam simplesmente por não associarem o ofegar das vítimas ao ataque cardíaco, diz o estudo.

Outros percebem o início de um ataque cardíaco, mas acham que o ofegar não significa a necessidade de se iniciar a massagem cardíaca naquele exato momento. Até mesmo funcionários de pronto-socorros cometem esses erros, afirma o estudo.

Porém, quando os pesquisadores examinaram 1.200 casos de paradas cardiorrespiratórias ocorridas fora de hospitais, eles descobriram que os pacientes estavam ofegantes cerca de um terço das vezes. E, à medida que os minutos passavam, o ofegar desaparecia, juntamente com as chances de salvar o paciente.

O estudo descobriu que, entre os pacientes que receberam o procedimento de reanimação, a taxa de sobrevivência foi de 39% para os ofegantes. Para quem não ofegou, foi de apenas 9%. Os ofegantes se saíram melhor que os outros, mesmo quando não houve aplicação do procedimento de reanimação.

G1

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