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14/01/2009
Pesquisas e estudos

-Prevenir complicações decorrentes do Diabetes tipo II (que inclui perda de visão, danos no sistema nervoso e problemas renais), segundo estudo publicado recentemente por pesquisadores do Japão e Reino Unido.

Neste estudo, Atsushi Kato e colaboradores pontuaram que o chá de camomila tem sido utilizado há muitos anos como erva medicinal para ajudar no tratamento de uma variedade de sintomas e doenças, incluindo estresse, resfriados e cólicas menstruais. Havia a hipótese de que o chá de camomila também pudesse ser benéfico para pessoas com diabetes, mas esta teoria não tinha sido estudada até o presente momento, fato este que motivou a realização deste estudo experimental.

Durante 21 dias, ratos diabéticos foram alimentados com dieta padrão para animais e extrato de camomila. Seus resultados foram comparados a dois grupos controle (ratos normais ou diabéticos sem adição de extrato de camomila). Os parâmetros avaliados foram: níveis de glicose plasmática e glicogênio hepático, inibição da atividade de amilase pancreática e glucosidade intestinal, inibição da atividade enzimática de degradação de glicogênio, inibição do acúmulo de sorbitol nos eritrócitos e inibição da atividade de aldose redutase-2 e sorbitol dehidrogenase.

Os animais diabéticos com consumo de extrato de camomila demonstraram uma redução significativa nos níveis sanguíneos de glicose, quando comparados aos ratos diabéticos ingerindo somente dieta padrão. O extrato de camomila também inibiu a atividade da enzima aldose redutase-2. Esta enzima, muito estudada, contribui para o desenvolvimento de complicações diabéticas, como a neuropatia, catarata, retinopatia e nefropatia.

Assim, os autores concluem que “estes resultados sugerem claramente que o consumo diário de chá de camomila juntamente com as refeições pode contribuir para prevenção e regressão de hiperglicemia e complicações no diabetes tipo 2”.

Acrescentam ainda que “estes achados podem também levar ao desenvolvimento de novas drogas com princípio ativo da camomila para as pessoas com diabetes”.

Fonte : http://www.nutritotal.com.br
Referência(s) : Kato A, Minoshima Y, Yamamoto J, Adachi I, Watson AA, Nash RJ. Protective Effects of Dietary Chamomile Tea on Diabetic Complications. J. Agric. Food Chem. 2008;56:8206–11.

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- “O estresse é uma reação à sobrecarga, ao acúmulo de tarefas concretas a que a pessoa se impõe ou, em muitos casos, a emoções muito intensas”, informa a psicóloga.

Conseqüência corriqueira da vida moderna, em função das múltiplas atividades e da correria dos grandes centros, o estresse pode também, no caso do diabético ou de portadores de outras doenças crônicas, surgir como resultado da própria condição física da pessoa. “Quando o diabético não aceita sua condição, o estresse pode surgir por medo, revolta, frustração e até mesmo por saturação, por ter de lidar com a doença diariamente”, afirma Anete.

Entre as conseqüências do estresse, a profissional enumera emoções como a raiva e a irritação e problemas físicos como insônia e alteração do apetite. Para o diabético, essa alteração costuma ser para mais: ele sente mais fome, come mais e, em geral, consome mais alimentos calóricos e ricos em carboidratos. O resultado é o descontrole glicêmico.

“O primeiro passo para evitar os inconvenientes do estresse é trabalhar a aceitação do diabetes, procurar não brigar com a realidade e informar-se mais sobre a doença e como lidar com ela”, ensina Anete.

Outro conselho da profissional é não se pré-ocupar, ou seja, ocupar-se do que está acontecendo agora e não com coisas que ainda estão por vir. Priorizar tarefas também pode ajudar, assim como eleger um tempo para si próprio, dirigido a atividades prazerosas.

“Nossa cultura nos ensina desde crianças a ter prazer com a comida, mas é preciso aprender a obter prazer também a partir de outras atividades”, aconselha a psicóloga.

Fazer um trabalho criativo – pintar, bordar, cuidar de plantas ou fazer crochê – ou praticar alguma atividade física pode ser a solução. “A atividade física, além de colaborar com o bom estado geral de saúde, provoca a liberação de endorfina, responsável pela sensação de prazer e gratificação, e pode ser praticada apenas com uma caminhada, sem necessidade de se freqüentar uma academia ou de tornar-se um atleta”, conclui a especialista.

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- O uso dos agentes antiplaquetários, que diminuem a agregação das plaquetas no sangue, pode diminuir risco de formação de trombos (coágulos), podendo ser uma estratégia para à prevenção cardiovascular em pacientes sem ou com uma doença cardiovascular estabelecida, ou seja, para uma prevenção primária ou secundária.

A força do benefício na prevenção secundária levou à sugestão de que o uso de Ácido Acetilsalicílico (AAS), mais conhecido como Aspirina, seria também benéfico para a prevenção primária em pacientes diabéticos do tipo 2. Um recente estudo questionou o papel do AAS na prevenção primária das doenças cardiovasculares em diabéticos do tipo 2. Foram incluídos 1276 pacientes diabéticos do tipo 2, sem evidência de doença cardiovascular, sendo que metade destes usou 100mg ao dia de AAS e a outra metade, usou comprimidos de placebo (sem ação terapêutica). Estes pacientes foram acompanhados por um tempo médio de 6,7 anos.

O desfecho primário principal avaliado pelo estudo foi a composição dos seguintes eventos: morte por doença coronariana ou derrame cerebral, infarto ou derrame não-fatal, amputação acima do tornozelo ou isquemia grave de membro inferior. A idade média dos indivíduos ao início do estudo era de 60 anos nos dois grupos. Comparando-se aqueles que usaram o AAS com aqueles que não fizeram o seu uso, não houve qualquer diferença no risco de eventos entre os dois grupos.

Diante desses novos resultados, parece mesmo improvável que haja benefício do uso do AAS na prevenção primária para a maioria dos pacientes diabéticos. O uso do AAS na prevenção secundária, ou seja, em pacientes que já apresentaram algum evento cardiovascular prévio, é benéfico e sustentado amplamente pelos estudos médicos. Lembramos ainda que, o AAS aumenta o risco de sangramentos.

Fonte: British Medical Journal (2009).
Texto revisado por Nícia Padilha.

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- O estudo internacional1 apresentado recentemente em Bruxelas (Bélgica) durante o congresso das Sociedades Européia e Internacional de Medicina Sexual (ESSM/ISSM), mostra que 50% dos homens desconhece as causas da disfunção erétil (DE). Entre os 174 entrevistados, 70% afirmaram que teriam procurado o médico mais rapidamente se soubessem que o problema pode estar ligado a doenças como diabetes, hipertensão e síndrome metabólica. A DE atinge mais de 150 milhões de homens em todo o mundo e em 64% dos casos está associada a doenças crônicas.

A pesquisa, denominada Restore the Man, reuniu dados de entrevistas realizadas com aproximadamente 174 pacientes com mais de 40 anos - todos eles homens com DE (47%) ou DE mais alguma doença associada (53%) - e 45 urologistas de 9 países. Segundo os médicos entrevistados, somente 25% de seus pacientes chegam aos consultórios cientes de que a DE pode ser conseqüência de males crônicos. Entre os pacientes pesquisados, a maioria manifestou um desejo: encontrar uma causa para a DE e, assim, livrar-se do sentimento de culpa acarretado pela falha sexual.

De acordo com o urologista Helder Machado, grande parte dos homens só procura o médico quando já não consegue mais manter ereções suficientes para a penetração. "A maioria sente vergonha da disfunção erétil e chega ao consultório estimulado pela parceira ou quando a relação conjugal está deteriorada", diz Machado.

Segundo o urologista, é importante que o homem se informe e esteja ciente sobre a ligação da DE com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade. "A dificuldade de ereção é vista como um marcador para a síndrome metabólica e outros males que podem estar relacionados à queda dos níveis de testosterona", explica Machado. "Portanto, é interessante que o paciente com DE faça a checagem de testosterona também", completa o médico.







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