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07/05/2010
A aceitação do diabetes

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Comportamento - Do diagnóstico à aceitação do Diabetes
2/5/2010 - Diabetes nós cuidamos

Crianças e adultos percorrem um caminho diferente entre o momento do diagnóstico do diabetes e a aceitação da nova condição, na avaliação da psicóloga Patrícia Guillon Ribeiro, do Centro de Diabetes de Curitiba (CDC). É comum que o recém-diagnosticado, seja ele adulto ou criança, passe por uma primeira fase de negação da doença, mas, nas fases seguintes, a idade acaba provocando reações diversas, explica a profissional.

Na criança, o comportamento depende diretamente de como os pais lidam com sua condição. Pais que têm dificuldade em aceitar o diabetes do filho e que se comportam com a criança diabética de forma a deixar transparecer essa dificuldade podem acabar provocando nela o isolamento.

“A criança confirma, por meio dos pais, sua condição de diferente em relação às outras e, por conseqüência, se isola”, diz Patrícia.

No adulto, após a negação da doença, quando ele toma consciência das mudanças de hábito de vida que terá de empreender, muitas vezes acaba surgindo uma fase depressiva. Essa depressão geralmente não tem causas endógenas, ou seja, não é provocada por queda na produção ou na absorção de substâncias como a cerotonina ou a nor-adrenalina, que são responsáveis pelo humor. Suas causas são basicamente comportamentais.

“A pessoa tem a sensação de perda em função das novas necessidades e passa a acreditar que deixou de ter qualidade de vida porque terá de adquirir novos hábitos alimentares e se cuidar”, avalia a psicóloga.

Para reverter esses comportamentos – seja na criança, seja no adulto – o adequado é submeter-se a uma psicoterapia. O atendimento à criança requer, também, buscar uma nova forma de abordagem da doença pelos pais. No caso da depressão em adultos, muitas vezes é necessário, além do atendimento psicológico, o uso de medicamentos contra a depressão, que são administrados pelo psiquiatra ou pelo endocrinologista que atende o portador de diabetes.


 


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