07/11/2017
Se disser que esperará, espere!

Se disser que esperará, espere!

Se disser que aguentará, aguente!

Se disser que não desistirá, não desista!

Se disser que ligará, ligue!

Se disser que voltará, volte!

Se disser que caminhará, caminhe!

Se disser que me amará, sempre e sempre, ame!

Porque não há meias palavras, nem meio sentir!

Há o que você é!

Há o que você fala!

Há o que você se compromete!

O meio do caminho é a metade, e a metade não muda o seu finito.

A meia palavra é palavra quase nula, incompleta e indecente.

Vaga entre a verdade provisória e a mentira clemente!

Cale-se, se sua voz não pode sussurrar a imensidão de seu íntimo.

Vague entre o silêncio, se seu eco ensurdecerá aos conscientes.

Diminua sua necessidade de exacerbar suas ganas, se elas não são reais em seu mundo verdadeiro.

Mostre seu rosto, tire a maquiagem e seja!

Seja com plenitude de quem vive, com fidelidade de quem ama, com autenticidade de quem corta a carne viva por seus ideais, sem mais ou menos, neste fibrilar latente.

Não espere o amanha! Ele não existe!

Falsa suposição de um dia, ilusão de um talvez, retratos não tirados, palavras não escritas, despertar que mora no tempo incerto de um dia.

Tempo : que é isto, senão sinônimo de obrigações coadjuvantes de algo chamado vida?

Rasgue-o!

Entregue-se.

Doe-se!

Desvele-se, jogue-se, pule!

Mas não pare na hesitação de seus pensamentos.

Arrisque-se!

Confie e faça acontecer. No agora, não num porvir.

O deleite de viver é a única chance do sobrevir!

No hoje, no instante que lê estas poucas palavras, tão fugazes quanto o brilho repentino da estrela cadente que poucos veem, mora o abrigo de somente ser.

Ser sem omitir, esquecer, deslembrar.

E se desejar, deseje!

E se preocupar, preocupe-se!

E se chorar, chore!

A meia existência é clausura no mundo dos réus insolentes.

Se disser que esperará, espere!

Se disser que aguentará, aguente!

Se disser que não desistirá, não desista!

Se disser que ligará, ligue!

Se disser que voltará, volte!

Se disser que caminhará, caminhe!

Se disser que me amará, sempre e sempre, ame!

Porque não há meias palavras, nem meio sentir!

Há o que você é!

Há o que você fala!

Há o que você se compromete!

 

Daniele de Cassia Rotundo



Leia outras matérias desta seção
 » Se disser que esperará, espere!
 » Eu acredito na humanidade!
 » A bituca de cigarro
 » Os filhos voam!
 » Ser limpante ou o trabalho caseiro
 » Carícia da vida
 » A verdade
 » As palavras matam ou morrem ?
 » Matemática simples
 » Família um conceito complexo
 » Altruísta egoísta
 » A pequena bolsa de Anabella
 » À deriva (?)
 » Adeus ano velho
 » Quando o bem não faz bem!
 » Forever
 » Quero Poetar!
 » “O Abutre”!
 » Me permito amar?
 » Quebrar-se

Voltar