Um mundo estranho...

“O pequeno Krir conversava com o sábio Avir e perguntou a respeito da possibilidade de existirem outros tipos de vida inteligente além da deles. Krir pertencia ao grupo chamado de construtores. Outros grupos se encar-regavam de desenvolver fontes de alimentos que seriam colocados em grandes celeiros construídos pelo grupo do Krir. Também havia o grupo de policia que era encarregado de manter a ordem e expulsar eventuais invasores ou predadores. Um grupo muito especial era o que cuidava da maternidade e dos berçários, pois todos trabalhavam e não podiam cuidar dos bebês e das crianças.
Em um local privilegiado e muito protegido por muitos policiais, vivia a rainha que recebia da comunida-de toda a atenção, alimentos especialmente preparados por uma grande quantidade de servos fieis. Todos amavam a rainha pois sabiam de dela dependia a continuação da existência da comunidade. Também possuíam batedores que de tempos em tempos procuravam novos locais para pudessem criar novas comunidades.
O sábio Avir tentou explicar a Krir o que ele supunha existir além dos limites do seu mundo. Ele disse que ele sentia uma espécie de voz interior que continuadamente repetia que não era possível que só eles existissem em todo o mundo. Sua afirmação era também confirmada por certos indícios, que o sábio Avir ocultava habilido-samente, de existência de uma raça de gigantes vivessem nesse mundo exterior.
Krir ouvia atentamente e com muita admiração o sábio Avir e sua mente se enchia de milhares de ima-gens sem nenhuma definição. Continuando, Avir dizia que também ele achava que certos desastres ocorridos nas várias colônias da comunidade tinham sido desencadeadas por algum tipo de força imensa completamente desco-nhecida. Então Krir perguntou o que ele achava que poderia ser a origem dos desastres. Avir respondeu que todas às vezes que sentia sons estranhos logo em seguida imensas quantidades de um estranho liquido era derramado e a luz parecia escurecer e imediatamente todos corriam para proteger a colônia, criando barreiras protetoras; muitas vezes alguns dos soldados também pereciam vitimados pelo estranho liquido.
Para corroborar com as suspeitas de Avir, Krir confessou que também ouvira sons e movimentos estra-nhos, incompreensíveis para ele, que vinham da parte externa da colônia. Por mais que os seres da colônia afir-massem que existia somente a sua civilização composta de seres muito adiantados, inteligentes, com rica e valio-sa tecnologia, socialmente muito avançada, Avir passava os seus dias a procura de indícios de alguma outra for-ma de vida ou civilização. Constantemente chamado de louco, era até desprezado por perder seu precioso tempo nas suas ilusões que de nada acrescentavam a comunidade, tornado-o uma espécie de parasita improdutivo. Mas a despeito de todas as ofensas, Avir permanecia na sua busca.
Mas a maior pista que Avir tinha encontrado da existência de outro tipo de vida além da deles, ele manti-nha no mais absoluto segredo. A prova de que algo existia, além do conhecido de todos, foi quando os seres que protegiam a colônia – os soldados – atacavam um intruso que de tão grande cobriu a luz que iluminava tudo inclu-sive os trabalhadores que carregavam comida por um longo caminho. Avir nesse dia sentiu como um imenso es-trondo, um verdadeiro trovão - uma espécie de voz - que pareceu ser algo como: FORMIGAS!”
Esta história da mais pura ficção encerra uma mensagem. Ela nos diz como devemos estar atentos a todos os sinais, mesmo aqueles aparentemente inúteis e inverossímeis, pois ali poderá estar a pista de que alguma outra forma de vida existe muito além do que a nossa pobre imaginação possa conceber. Devemos estar prontos para descobrir que não somos os únicos neste imenso universo e que muitos outros tipos de vida podem neste instante estar acontecendo bem debaixo de nossos narizes. No caso das formigas, que possuem uma sociedade muito orga-nizada e são altamente eficazes no seu trabalho, não têm a mínima noção da existência do homem que está viven-do ao seu lado no dia-a-dia!
Até recentemente, o sistema solar era o único sistema planetário conhecido, mas era crença geral dos es-tudiosos que existia outros sistemas semelhantes. Muitos desses sistemas estão sendo detetados, apesar que ainda as informações a respeito deles são muito limitadas. A técnica aplicada envolve um tipo de detecção chamada de efeito Doppler que registra as variações periódicas no movimentos de estrelas que indicam a presença de plane-tas ao seu redor. Isto permite que a massa e a órbita dos planetas, não visíveis, sejam determinadas. Infelizmente a sensibilidade das atuais técnicas usadas não permite a detecção de planetas com a massa e órbita comparáveis com a Terra. Planetas imensos, iguais ou maiores que Júpiter que é 11,5 vezes maior que a Terra, já foram detetados. Acredito que em poucos anos teremos novidades no que tange a outras civilizações ou no mínimo, uma quantida-de maior de informações tais como: existe um bilhão de planetas com as características básicas da Terra no universo!

Egle Infante Ceraso

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