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26/10/2020
Caieiras: Se sair mais do que entra "nóis quebra"

A saga de uma má administração

Segundo o TCE - Tribunal de Contas a prefeitura de Caieiras continua com um rombo orçamentário de R$ 72 milhões. A posição foi atualizada em 23/10/20.

A administração do prefeito gersinho tem dois meses para tentar ajustar as contas entre despesas e receitas, se não conseguir resolver o déficit será responsabilizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal que prevê até cadeia para os infratores.

No ano de 2018 para 2019 o buraco nas contas públicas foi resolvido parcialmente com a aquisição pelo IPREM - Instituto de Previdência do Município, do prédio do Forum local. Foram aproximadamente R$ 5 milhões que entraram no caixa da prefeitura, mas esse dinheiro foi utilizado para pagar despesas correntes entre outras ilegalidades apontadas pelo Tribunal resultando na desaprovação das contas.

Gersinho tem gasto milhões de reais da arrecadação pública em despesas com festas,eventos, publicidade, out-door, etc. de modo geral o prefeito terceirizou vários serviços que os resultados a população julga duvidosos. Também a assessoria na àrea financeira nunca foi das melhores, no início do seu govêrno demitiu um economista e colocou na secretaria de finanças um advogado, é a mesma coisa que colocar um engenheiro para fazer uma cirurgia cardíaca.

Os milionários gastos com aluguel de veículos também se destacam, principalmente o transporte escolar. Se os milhões de reais gastos tivessem sido aplicados em construção de escolas nos bairros, o resultado teria sido bem melhor reduzindo o risco de acidentes com escolares a zero.

Licitações mal feitas barradas pelo TCE ou consideradas ilegais e irregulares virou procedimento corriqueiro na administração do prefeito gersinho, se não fosse o TCE e o Ministério Público agirem com rigor certamente a situação do défit orçamentário estaria bem pior.

Outro ponto que tem gerado críticas contundentes são os aterros clandestinos ou autorizados pela prefeitura que abundam em Caieiras, um deles acabou de ser interditado pela Justiça local fica na Rodovia (reta da vovó) destruiu nascentes e matas. Outros são usados como depósito de lixo (Vila Rosina) e o maior de todos ameaça a várzea do rio Juqueri.

Uma das desculpas que se ouve pelo buraco orçamentário é o grande gasto feito com a pandemia, ora, os R$ 10 milhões para bancar vieram do govêrno federal. Nesse caso existe denúncia no MPC - TCE por superfaturamento na aquisição de insumos e serviços.

A terceirização da distribuição de medicamentos no Município foi desmantelada por relatório que envergonha os caieirenses, superfaturamento e outras irregularidades. ( veja matéria publicada neste Jornal “ TCE - chumbo grosso no prefeito de Caieiras - http://www.caieiraspress.com.br/editorial.php?acao=ver&id=4468

Conclusão: Ou o prefeito gersinho tem alguma carta na manga ou não terá como cobrir o rombo orçamentário, as consequências virão tardias talvez, mas virão.

 

Fontes: TCE - MPESP - TJSP - MPC - PF (transporte escolar)

 

 

 

 

 


Edson Navarro - Economista

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