21/01/2021
Tentando compreender o incompreensível

Constam que muito antes da existência do cristianismo e de outras religiões os homens adoravam árvores, pedras, animais, o trovão, o relâmpago, o sol, enfim, a natureza. Parece que Deus como ele é acreditado hoje ainda não existia na idéia ou no pensamento dos homens de então. Eles não tinham Deus para apelar por proteção quando a natureza ficava em fúria com suas tempestades acompanhadas por estrondos dos trovões e dos raios que muito os amedrontavam e que podiam causar tragédias. Ficou perdido no tempo de quando surgiu o primeiro conceito ou a primeira idéia da existência de um Deus todo poderoso que criou o mundo e todas as suas criaturas sendo o homem o ápice da criação.

Nesta época de tanto avanço da ciência tecnológica que até distrai as pessoas de seus raciocínios, de suas reflexões, talvez aquele dizer que “Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança” seja o motivo de muitas pessoas simples acreditarem que Deus seja mesmo “fisiologicamente” parecido com o homem. Mas, como disse o filósofo alemão Ludwig Feuerbach (1804-1872) cada indivíduo “cria Deus a sua imagem e semelhança”. Isso equivale a dizer que Ele teria faculdades iguais as dos seres humanos, mas, infinitamente ampliadas. Não se tem outra idéia de Deus a não ser a idéia que é criada e apoiada pela imaginação humana, mas, no entanto, sem constatação pela realidade.

A abrangência da consciência com qual são dotados os seres humanos vai até onde eles possam distinguir ou identificar o que existe no planeta terra donde eles vivem. “Parece” que os seres humanos não foram constituídos com a capacidade mental e com consciência para perambular por “outro mundo”, averiguar o que possa existir por lá e trazer informações de lá para cá. Se tivessem a tal capacidade a humanidade se livraria de estar sujeita a muitas das hipóteses que criaram e que nunca se tornaram realidade.

 

Altino Olimpio

 

 



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