» Colunas » Editorial

05/12/2012
O Peru do Papai

Todos os anos, comemoramos o Natal na casa de um dos membros da família em esquema de rodízio. A casa da vez tem o compromisso de oferecer o peru. No ano passado, a comemoração foi na casa de nossos pais. Porém, na véspera, mamãe pegou uma gripe muito forte, mas papai se ofereceu para fazer o peru mediante uma mãozinha da mamãe na cama. O peru do papai era daqueles embalados em saco plástico para ser levado ao forno quente por horas. Sem perguntar a mamãe, papai tirou o peru do saco, lavou-o freneticamente na água corrente e tirou a válvula plástica por achar necessário. Depois perguntou a mamãe o que fazer com o peru desembalado. Mamãe disse a ele para cobrir o peru com o papel que estava na na gaveta e deixá-lo no forno quente por duas horas. Enquanto isso, ele deveria fazer um suco de laranja para regar o peru de dez em dez minutos por mais duas horas. Mamãe também deu a dica de colocar açúcar no suco para tirar a acidez e fazer brilhar o peru. Então papai pôs mãos à obra. Cobriu o peru com papel manteiga, colocou-o no forno. Ai, papai espremeu um litro de suco, colocou meio quilo de açúcar e mexeu bem. Depois de duas horas, abriu o forno quente e viu que o peru já estava bem vermelho e o papel estava bem colado na pele da ave. Ai ele começou a derramar o suco no peru. Para fazer tudo certo, papai dividiu um litro de suco em doze doses e assim foi colocando o líquido a começar pela cavidade aberta, depois no peito, depois nas coxas, no pescoço e no extremo oposto. Depois virou o peru e repetiu as doses nesses lugares. Na seqüência, viu que o peru estava da cor de caramelo e bem tostado nas extremidades. Como mamãe já tinha descansado bastante, papai a acordou e disse que o peru já estava pronto. Mas aconteceu algo muito desagradável. Minha irmã ficara responsável pelo arroz com passas, porém, por ter de ir ao shopping, pediu ao marido para fazer o prato. Meu cunhado fez, então, arroz doce com leite condensado e em bolinhas caramelizadas bem duras. De minha parte, fiquei responsável pela farofa. Para dar um toque de Natal, fiz uma farofa de frutas cristalizadas e calda de abacaxi caramelizado. Foi o Natal mais doce da nossa família desde toda a vida. O ponto alto foi o peru doce do papai. Por isso, desejo a todos um doce Natal!


Hermano Leitão

Leia outras matérias desta seção
 » A consciência dos políticos brasileiros em reais
 » O presente das trevas do Dória
 » TCE: Mais um prêmio para o ex-prefeito Hamamoto
 » TCE: Chumbo grosso no prefeito de caieiras
 » Liberdade de Imprensa-Daniel Nakao Maibashi
 » Me engana que eu gosto
 » Caieiras e o novo marco do saneamento básico
 » Quem brinca com fogo acaba se queimando
 » Coronavirus: o after day das contas
 » A atual guerra Paulista
 » A vez do Witzel
 » O vídeo Bolsonaro x Moro
 » Caieiras deve receber R$ 11 milhões de ajuda federal
 » Feriado da consciência pandêmica - Folclore Nacional
 » Coronavírus-Osmar Terra: "não é bem assim"
 » Coronavírus: e agora manézada?.
 » Prefeito pretende gastar R$ 3,9 milhões em festas
 » Estado de Calamidade impõe normas na esfera jurídica
 » Prefeitura gasta R$ 10 milhões em festas
 » Concessão de transporte público



Voltar