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08/02/2013
Passagem de ônibus capítulo IV

Passagem de ônibus IV


Depois do movimento popular de protesto contra o aumento, o que sobrou ? -até agora nenhum resultado prático e nem poderia ser diferente. O sistema público de transporte é caótico em todo o País, a administração pública nunca teve um projeto maior de regulamentação, a lei das concessões com seus inúmeros defeitos ainda reina soberana, diante do crescimento populacional e econômico tornou-se obsoleta e ineficaz. Nessa briga entre empresas concessionárias e usuários, ambos tem razão, senão vejamos: quem precisa do coletivo para se locomover acha o valor da passagem absurdo, e em alguns casos tem toda razão, andar no trajeto estação-BNH por exemplo, deve ser o km/rodado mais caro do mundo, entretanto linhas com mais de 5 km o preço está dentro da média nacional. Frequência e conforto também pesam na balança das reclamações. A emprêsa por seu lado tem os argumentos de praxe para reajustar a passagem, mantém linhas deficitárias,  os trajetos não raro obedecem critérios políticos e não técnicos, o custo de manutenção dos veículos é alto, o custo Brasil é uma praga, etc. ninguém pode negar essas verdades. E a administração pública onde entra nesse imbróglio ? - entra na regulamentação e fiscalização, precárias por sinal, os contratos são heranças que normalmente o prefeito recebe, muitos originários de licitações guardadas na caixa preta. Falta um projeto para cada cidade que respeite suas particularidades, inclusive topográficas,  em Caieiras por exemplo o consumo de óleo diesel dos veículos é sem dúvida muito maior que em cidades planas. Nesse festival de acusações entram os políticos, de um lado os que estão fora do poder querendo mostrar serviço, de outro lado os que estão no poder e aproveitam-se da situação para mostrar que estão do lado do povo, este, inerte e pouco participante, é bom citar que o custo maior da passagem dos trabalhadores vai para as emprêsas,(vale transporte) aqui cabe lembrar um ex-prefeito que dizia: nessa terra de indolência se plantar dá, se não plantar dão. A transparência dos órgãos públicos quando se trata de transportes, vira opacidade com toda sorte de subterfúgio, seria o custo Brasil por trás de tudo?. Não que o movimento popular feito aqui seja inútil, é um importante começo, espera-se que por falta de experiência política e ingenuidade não acabe auto desmanchando-se. Conforme manda a lei de concessões, uma concessionária pública quando quer reajuste no preço, deve apresentar uma planilha  de custo e lucro (lucro porque não é uma instituição filantrópica) que deve ser analisada e formar uma peça técnica, para isso exige-se profissionais, depois pode ser discutida politicamente. Essa planilha é de suma importância para se chegar a um preço justo, mantém a emprêsa prestando bons serviços e atende o bolso da população, infelizmente não é isso que acontece, os exemplos estão aí para quem quiser ver.


Edson Navarro

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