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24/09/2007
Fiel ou Infiel?

Duas palavras que estão sempre no fio da navalha, desta feita envolvendo o instituto da fidelidade partidária, Calé e Bobô quase perderam o mandato por terem trocado de partido, sem maiores considerações sobre a legislação e particularmente dessa fístula legal, vamos à prática.

O nosso País jamais teve qualquer tradição partidária, os partidos políticos servem tão somente para tornar legal as candidaturas individuais, quase sempre tem donos que manipulam abertamente suas atividades, tanto no âmbito local como nacional, os caciques que dominam tais instituições o fazem descaradamente em interesse próprio.

Mas vamos ao caso local. Eleitos pelo PP os vereadores por livre e espontânea vontade trocaram de partido, este vai à justiça e reclama as vagas, claro está que os beneficiados são os interessados imediatos, ou seja, os suplentes.

Calé e Bobô perdendo o mandato assumiriam João da Serra e Eudes, terceiro suplente, o segundo suplente Pisquila também trocou de partido. Entretanto, os vereadores tiveram individualmente a maior votação dentro do partido, o voto é dado ao candidato, ao nome, raramente ao partido, sem Calé e Bobô o PP provavelmente não teria eleito ninguém, questiona-se dessa maneira se é justo o partido político ainda que ancorado em Lei, simplesmente jogar no lixo os votos recebidos pelos vereadores, bem ou mal vindos da vontade popular em elege-los.

Deixemos de hipocrisia, a legislação eleitoral e partidária é fruto da nossa cultura secular em formar núcleos de corporativismo e quando morrem os velhos caciques novos surgem, sempre com o mesmo discurso.

Edson Navarro

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