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10/10/2010
Diabetes em crianças é grave

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10/10/2010 - Unire

A Diabete Mellitus, tipo mais comum entre crianças e adolescentes, é grave e precisa de atenção dos pais e da escola

Seu filho tem diabetes? Você sabe quais são os cuidados que precisam ser tomados com a doença? Conhece os sintomas? Sabe se a escola dele está preparada para ajudá-lo? Normalmente associada a adultos e idosos, a diabetes também pode se manifestar em crianças e adolescentes. O tipo da doença que costuma atacar os jovens é a Diabete Mellitus, ou Diabetes tipo 1 (DM1), que atinge cerca de 4,9 milhões de pessoas em todo o mundo (International Diabetes Federation, 2003).

A Diabetes Mellitus é genética e em 50 % dos casos se manifesta na infância ou no início da adolescência. Em praticamente todos os casos, requer a aplicação de insulina diária. “A diabete tipo 1 é genética e autoimune, ou seja, o indivíduo nasce com ela e o próprio organismo produz anticorpos contra a célula beta, que produz a insulina”, explica Vaê Dichtchekenian, o endocrinologista pediátrico do Hospital Israelita Albert Einstein. Por não produzir insulina, o organismo do diabético não consegue obter energia da glicose que consome e nem eliminar a substância. Em decorrência disso, começa a queimar gordura pra obter energia. Esse processo acaba acumulando um monte de ácido no corpo e pode levar a uma perigosa desidratação.

A criança com diabetes não controlada, além de outros problemas mais sérios, corre o risco de ter seu desempenho escolar prejudicado. O excesso de glicose no sangue, hiperglicemia, que produz o acúmulo de ácido, deixa a pessoa muito fraca. Alguém nessas condições fica incapaz de desenvolver qualquer atividade e precisa ser tratada urgentemente. O contrário, a falta de glicose, ou hipoglicemia, também é prejudicial. “Com um quadro de hipoglicemia a pessoa já se sente mal na hora e os neurônios não funcionam direito”, explica Dichtchekenian.

Embora seja uma doença perigosa, podendo levar à morte, os diabéticos podem levar uma vida perfeitamente normal, desde que sejam tomados os cuidados necessários. Para tanto, é preciso que você e a escola de seu filho estejam preparados.

Como identificar os sintomas?

“A criança sempre começa a perder peso, beber muita água e fazer muito xixi. O apetite aumenta bastante, mas ela continua perdendo peso. Ela começa a se sentir muito franca. Câimbras também são comuns”, explica Vaê Dichtchekenian. Se o seu filho apresenta esses sintomas, procure um médico para fazer o teste de glicemia.

Como deve ser a alimentação de um diabético?

“O mais saudável possível e sem açúcar e doces em hipótese alguma”, recomenda Dichtchekenian. O açúcar, no entanto, é a única restrição imposta pelo pediatra. “Pode comer de tudo, principalmente, legumes e vegetais. O mais importante é que seja uma dieta balanceada. A criança diabética tem de ser alimentar como qualquer outra de sua idade, não pode se desnutrir. Mas é muito importante que se calcule a dose de insulina a ser aplicada de acordo com o que a criança comeu”.

Porque é importante fazer exercícios físicos?

“Cada molécula de glicose que entra no músculo não sai mais. Isso tanto em pessoas diabéticas quanto nas que não tem a doença. A única maneira de eliminar essa molécula é se exercitando, vale qualquer exercício. Se o diabético não se exercitar essa molécula do músculo não vai embora e ele terá hiperglicemia”, diz Vaê Dichtchekenian.

Qual os cuidados diários que alguém com Diabetes Mellitus precisa ter?

Nunca esquecer o horário da insulina; controlar sempre a taxa de glicemia (não deixar ultrapassar 200mg/dl de glicose, ou baixar de 60mg/dl) ; alimentar-se regularmente e jamais pular uma refeição; exercitar-se regularmente e consultar um endocrinologista ao menos três vezes ao ano; um oftalmologista uma vez ao ano; um dentista uma vez ao ano e um nutricionista duas vezes ao ano. (Fonte: Associação de Diabetes Juvenil)

Fonte : Educar para crescer


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