» Colunas » Saúde

02/03/2011
Ejaculação retrógada nos diabéticos

Noticias

Complicações do Diabetes
26/2/2011 - Diabetes

Um quadro clínico que afeta a vida sexual e causa infertilidade, a chamada Ejaculação Retrógrada pode ser uma das complicações causadas pelo Diabetes. Durante as relações sexuais, o esperma é lançado pelo canal da uretra e daí para fora do corpo. Quando ocorre o contrário, ou seja, ao invés de sair pela abertura no pênis, o sêmen segue para a bexiga, acontece a ejaculação retrógrada.

O que acontece é que geralmente no momento da ejaculação, a bexiga fecha o colo vesical, impedindo que o esperma entre e forçando a saída pela uretra e extremidade peniana. A Ejaculação retrógrada pode se desenvolver por causas neurológicas, traumáticas ou medicamentosas.
Causas comuns da Ejaculação Retrógrada incluem Diabetes

Doenças neurológicas como a esclerose múltipla ou os traumatismos de coluna são algumas das causas. Mas a neuropatia periférica secundária à diabetes freqüentemente causa a ejaculação retrógrada. Além disso, entre as causas traumáticas estão cirurgias abdominais ou pélvicas.

Mais raramente, intervenções cirúrgicas como a ressecção endoscópica da próstata também interferem no colo vesical originando a ejaculação retrógrada. E por último, existem alguns medicamentos utilizados para tratamento de doenças cardíacas ou do aumento da pressão arterial podem também causar a ejaculação retrógrada.
Diminuição ou ausência de ejaculação no orgasmo: principal sintoma

Como principal sintoma, o homem com ejaculação retrógrada nota uma grande redução no volume do esperma ou mesmo ausência deste no momento do orgasmo. A quantia de sêmen expelido no ato sexual pode variar por muito fatores, mas a súbita diminuição que se repete durante vários orgasmos, ou seja, quando o homem "goza" quase sem esperma, deve ser avaliada.

O médico deve solicitar um exame de urina colhida logo após um orgasmo. Se o laboratório detectar a presença de espermatozóides, o diagnóstico de ejaculação retrógrada está confirmado. Como resultado do problema ocorre a infertilidade masculina. Além disso, as outras complicações são mais emocionais, como desconforto físico e psicológico durante as relações sexuais pela ausência do sêmen, ou popularmente, pelo "gozo sem esperma".

Para tratar a ejaculação retrógrada, o método mais comum é o uso de medicamentos que fecham o colo vesical como a amitriptilina, imipramina ou efedrina, entre outras. Para a infertilidade, há técnicas que recuperam espermatozóides da urina após o orgasmo e fazem a inseminação artificial.





Leia outras matérias desta seção
 » Coronavírus:Imunidade cruzada
 » Coronavírus: Porque os Diabéticos correm mais risco
 » Canabidiol desenvolvido na USP chega às farmácias
 » Espinheira santa
 » Coronavírus: Pneumonia silenciosa
 » Coronavírus: Ar condicionado pode espalhar
 » Fakes sobre o coronavírus
 » Coronavírus: Doenças crônicas
 » Alcool gel exige cuidados
 » Coronavírus e o Oxímetro
 » Coronavírus: Uso do anticoagulante heparina
 » A batata Yacon e o diabetes
 » Coronavírus não é pior que as outras pandemias
 » Coronavírus: Remdesivir - antiviral
 » Coronavírus: veja a posição da sua Cidade no ranking de mortes
 » Anita contra o coronavírus
 » Coronavírus: visão geral
 » Coronavírus: Mais um medicamento parece que funciona
 » Coronavírus: perguntas e respostas atualizadas
 » Coronavírus; hidroxicloroquina + Azitromicina = cura ?


Voltar