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13/06/2011
Vacina e novo medicamento contra o câncer

 Anvisa aprova medicamento oral para cancêr de rim

Produto reduz a progressão do tumor ou risco de morte em 54% dos casos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  concedeu recentemente a autorização para que o pazopanibe (Votrient.), da GlaxoSmithKline (GSK ,medicamento indicado para o tratamento de pacientes com carcinoma de células renais (CCR), se tornasse acessível aos brasileiros.
Segundo a instituição  o produto tem a capacidade de reduzir significamente a progressão do tumor ou risco de morte em 54% dos casos de pacientes com esse tipo de câncer. Acredita-se que a aprovação do registro do pazopanibe (Votrient) no país marca um grande avanço no tratamento do câncer renal, já que este tipo de câncer é altamente resistente à quimioterapia e uma parte dos pacientes não obtém resposta com o uso de medicamentos já conhecidos, como as citocinas. Além disso, por ser uma terapia oral e de administração mais conveniente, o medicamento dispensa a necessidade do paciente ir ao hospital para receber o tratamento.
Dados informam que o pazopanibe é um medicamento produzido por biotecnologia e atua interrompendo os sinais que as células cancerosas emitem para crescer e se proliferar. Constitui em um inibidor multialvo da enzima tirosina quinase (TKI) que atua sobre receptores dos fatores de crescimento presentes nas células.
Um estudo realizado pela empresa fabricante do remédio em 435 pacientes com câncer renal avançado e ou metastático demonstrou que o pazopanibe quando comparado ao placebo, determinou um aumento significativo do tempo de sobrevida livre da progressão da doença, 9,2 versus 4,2 meses respectivamente.
Naqueles pacientes que não haviam recebido outro tratamento prévio para câncer renal avançado e/ou metastático, o resultado do medicamento teria sido ainda melhor, determinando um tempo de sobrevida livre de progressão de 11 meses, comparado ao placebo que foi de  2,8 meses. Os autores do estudo concluíram que o medicamento é capaz de reduzir a progressão de um tumor ou o risco de morte em 54% se comparado ao placebo e a taxa de resposta global para pacientes tratados com o pazopanibe foi de 35%.
A empresa completa dizendo que o mesmo estudo apontou que o tratamento com pazopanibe não determinou impacto negativo sobre a qualidade de vida do paciente, quando comparado ao placebo. O que reforça a segurança e a boa tolerabilidade do medicamento, fator crítico para o sucesso do tratamento contra o câncer, já que é sabido que muitas vezes os efeitos colaterais de um medicamento, como alguns quimioterápicos, pode comprometer significativamente o sucesso e a adesão do paciente ao tratamento.

Vacina contra o melanoma e o cancer de rim

A HybriCel, uma vacina 100% brasileira conseguiu deter a expansão de tumores cancerosos em 80% dos portadores de melanoma e câncer de rim. Os desenvolvedores são pesquisadores da USP que estudaram os efeitos da vacina durante 10 anos. A descoberta é parte do primeiro tratamento médico contra o câncer baseado em vacina a ser disponibilizado clinicamente no País e é uma das pioneiras no mundo. A sobrevida dos pacientes que já tinham a doença espalhada pelo organismo durante a pesquisa teve uma melhora significativa de 6 para mais de 22 meses, em alguns casos. Mais do que a vida prolongada, a vacina ajudou também o retorno a uma vida normal.
Sem efeitos colaterais expressivos, o novo procedimento no tratamento do câncer já está disponível para os oncologistas. A vacina é produzida de forma individual e ativa o sistema de defesa do organismo do paciente para que ele reconheça o tumor como inimigo e parta para o contra-ataque.
O autor da descoberta é o professor José Alexandre M. Barbuto, do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) e consultor da divisão de Vacinas e culturas de células do Grupo Genoa, responsável pela produção da HybriCell.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a vacina como procedimento adjuvante, que pode ser oferecido sob a responsabilidade de um médico, de forma individualizada. N.R. o ganhador do prêmio Nobel de 2011 foi o descobridor  do papel das células dendriticas. " Steinman receberá a outra metade pela descoberta duas décadas antes das células dendríticas, células do sistema imunológico que têm a capacidade de ativar e regular a imunidade por adaptação, o estágio mais avançado da resposta imune durante o qual os microorganismos são expulsos do corpo." (O Estado de SP") - A vacina é baseada na atuação dessas células.

Laser contra o câncer

Se no método de Barbuto a arma contra o câncer é o próprio sistema imune, no tratamento implantado no Brasil pelo professor Vanderlei Salvador Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos, o laser é usado como principal instrumento de combate.
A técnica do professor Bagnato, chamada de fototerapia dinâmica, alia aplicação do laser com a administração de uma droga sensível à luz do raio. Essa substância é injetada na corrente sanguínea do paciente e se concentra nas células cancerígenas. Um dia depois, o laser é aplicado na área do tumor. A partir daí, acontece uma série de reações químicas que levam a célula cancerosa à morte.
A pontualidade do procedimento é uma das principais vantagens enumeradas pelo professor. " Quanto menos matarmos as células não tumorais de um indivíduo, melhor", aponta. Além disso, "é um método de simples aplicação. Não exige grandes investimentos".


 


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