» Colunas » Saúde

16/04/2012
Trabalhadores noturnos estão em maior risco de diabetes e obesidade.

Estudo mostra que padrões de sono irregulares experimentados por essa classe levam a um pior controle da glicose e do metabolismo

Pessoas que têm padrões de sono irregulares e não dormem tempo suficiente estão em maior risco de desenvolver síndrome metabólica e diabetes, de acordo com pesquisadores do Brigham and Women Hospital, nos Estados Unidos.

A pesquisa sugere que a perturbação do sono leva a uma pior regulação da glicose e do metabolismo que, ao longo do tempo, aumentam o risco de obesidade e diabetes.

Para o trabalho, Orfeu Buxton e seus colegas examinaram 21 voluntários saudáveis durante um período de seis semanas. Os participantes foram incentivados a dormir menos e em camas variadas, padrões de sono semelhantes aos vividos por trabalhos de turnos.

Antes de o experimento começar os voluntários dormiram normalmente, um total de 10 horas por noite. Eles também foram expostos a períodos normais de luz do dia.

Depois, cada voluntário entrou em uma suíte individual no laboratório onde não havia sinais de dia e noite e a iluminação era fraca.

Os pesquisadores controlaram quantas horas de sono cada participante tinha, bem como quando eles dormiam e outros fatores, como atividade e dieta. Os voluntários começaram com a obtenção de sono ideal (cerca de 10 horas por noite). Após três semanas eles começaram a apresentar 5,6 horas de sono por período de 24 horas e com o sono ocorrendo em todos os momentos do dia e da noite, simulando o calendário de rotação dos trabalhadores de turnos.

Os resultados mostraram que, durante este período, houve muitos dias em que os participantes estavam tentando dormir em horários incomuns dentro do ciclo circadiano interno do corpo, responsável por regular o sono e outros processos dentro do organismo. O estudo terminou com os participantes passando por nove noites de sono de recuperação no horário habitual.

Os pesquisadores viram que a restrição prolongada do sono com interrupções no ritmo circadiano reduziu a taxa metabólica de repouso. Além disso, durante este período, as concentrações de glucose no sangue aumentaram após as refeições em função da baixa secreção de insulina pelo pâncreas.

Segundo os autores, uma diminuição da taxa metabólica de repouso pode se traduzir em um ganho de peso anual. Maior concentração de glicose e baixa secreção de insulina poderiam levar a um risco maior de desenvolver diabetes.

Estudos observacionais anteriores haviam associado perturbações nos padrões do sono com um maior risco de desenvolver diabetes e síndrome metabólica, especialmente entre os trabalhadores do turno da noite.

De acordo com os pesquisadores, as descobertas atuais confirmam essa relação. "Como os trabalhadores noturnos muitas vezes têm dificuldade em dormir durante o dia eles podem enfrentar tanto interrupção do ritmo circadiano à noite e sono insuficiente durante o dia. Sabemos que dormir o suficiente é importante para a saúde e que o sono deve ser reservado ao período da noite para ter melhor efeito", conclui Buxton.


ISaúde.net

Leia outras matérias desta seção
 » Reumatismo e seus vários tipos
 » Colesterol alto x coronavírus
 » Coronavírus:Imunidade cruzada
 » Coronavírus: Porque os Diabéticos correm mais risco
 » Canabidiol desenvolvido na USP chega às farmácias
 » Espinheira santa
 » Coronavírus: Pneumonia silenciosa
 » Coronavírus: Ar condicionado pode espalhar
 » Fakes sobre o coronavírus
 » Coronavírus: Doenças crônicas
 » Alcool gel exige cuidados
 » Coronavírus e o Oxímetro
 » Coronavírus: Uso do anticoagulante heparina
 » A batata Yacon e o diabetes
 » Coronavírus não é pior que as outras pandemias
 » Coronavírus: Remdesivir - antiviral
 » Coronavírus: veja a posição da sua Cidade no ranking de mortes
 » Anita contra o coronavírus
 » Coronavírus: visão geral
 » Coronavírus: Mais um medicamento parece que funciona


Voltar