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25/10/2014
Câncer de mama e o ginseng vermelho

Um novo agente está sendo testado contra o câncer de mama, o mais incidente entre mulheres no Brasil. A substância é feita a partir da Danshen (salvia miltiorrhiza), uma planta da família da Sálvia, também conhecida como Ginseng Vermelho. A molécula inibe o crescimento de células de câncer de mama, conforme revelam experimentos em laboratório. Agora, estudos complementares são conduzidos em animais para que, no próximo ano, a substância seja testada em pacientes.

Chamada de acetiltanshinona IIA (ATA), a molécula age bloqueando a função do estrógeno. Esse hormônio feminino, em muitos casos, faz o tumor crescer. Isso acontece quando o câncer possui receptores de estrogênio em sua superfície (câncer com RE positivo). Sem receber o estímulo hormonal, o tumor pode ser mais facilmente neutralizado.

Essa pesquisa está sendo co-liderada pelo oncologista Dr. Gilberto Lopes, responsável pelo HCor Onco e professor da Universidade Johns Hopkins, junto a professora Kathy Luo, da Universidade Nanyang (Cingapura). "Os estudos demonstram que essa molécula derivada de medicina tradicional chinesa tem atividade contra o câncer de mama", afirma o oncologista.

Os primeiros resultados já foram publicados online no periódico científico Cancer Letters, em que o novo agente tem sua funcionalidade descrita.

Mais incidente - O câncer de mama é o mais comum entre mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer). A mortalidade da doença continua elevada no Brasil principalmente porque os diagnósticos são feitos apenas quando o câncer já está avançado. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

Neste ano, o INCA estima que mais de 57 mil novos casos sejam diagnosticados. Muitas das medidas preventivas, contudo, são simples de serem adotadas e podem trazer benefícios amplos para a saúde, inclusive para o coração. "Controle de peso, dieta saudável e exercícios regulares ajudam na prevenção", aponta o Dr. Gilberto.

Em pacientes de alto risco, aquelas com história familiar sugestiva ou risco aumentado segundo Gail ou outras ferramentas de análise de risco, o tratamento hormonal pode ser uma alternativa de prevenção ao câncer. "Novos estudos mostraram que não só o tamoxifeno e o raloxifeno podem ajudar, mas também os inibidores da aromatase, como exemestane e o anastrozol", afirma o oncologista.

Embora bem estabelecida com resultados positivos mostrando redução do risco de câncer de mama em vários estudos clínicos, a opção de usar medicamentos preventivamente ainda é pouco conhecida e utilizada. Para o Dr. Gilberto, ela pode ser levada em consideração quando fatores de risco são detectados. "Esses incluem primeira menstruação em idade jovem, menopausa tardia, primeiro filho em idade mais avançada, história familiar, entre outros. Uma avaliação adequada com especialista e o uso de ferramentas de cálculo de risco podem ajudar a escolher pacientes que poderiam se beneficiar desses medicamentos", enumera.


net-várias fontes.

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